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Mãe de menino morto em van escolar relata: "Ele chorou, não queria ir"

Apollo Gabriel faleceu após ser esquecido e passar cerca de 6 horas trancado no transporte escolar

Mãe e avó da criança cobraram os responsáveis pela van. - Reprodução
Mãe e avó da criança cobraram os responsáveis pela van. - Reprodução

Kaliane Rodrigues, mãe de Apollo Gabriel, de 2 anos, afirmou que o menino não queria ir à escola no dia em que morreu. A criança veio a óbito após ser esquecida pelo motorista e sua assistente na van escolar durante 6 horas, na cidade de São Paulo (SP), na última terça-feira (14).

"Ele estava tão bem hoje. Mas quando eu fui por ele na perua, ele chorou. Ele chorou. Não queria ir. E ela [auxiliar do motorista] sempre colocava ele na frente. Hoje, ela colocou no banco de trás e esqueceu do meu filho", lamentou a mãe, em entrevista ao g1.

A mulher seguiu se lamentando: "Eu nunca pensei em passar por isso, é muito difícil saber que deixei meu filho na perua pensando que ele estava seguro e fui trabalhar. Mas, sabe, pressentimento de mãe. Não foi bom o meu dia e quando deu 16h eu falei 'mãe, o Apolo chegou?".

IRRESPONSABILIDADE

A avó do menino também se manifestou contra o motorista Flávio Robson Benes e a esposa, Luciana Coelho Graft, que o auxilia: "Deixou a perua no estacionamento, num calor terrível, como hoje, só foi perceber (que o menino ainda estava atrás) na hora de entregar as crianças".

Eles não tiveram culpa, mas foi irresponsabilidade. Minha filha quer justiça. Quem cuida de criança tem que ter o máximo de responsabilidade", continuou Luzinete Rodrigues dos Santos, também ao portal de notícias da Globo.com.

No dia da tragédia, os termômetros da cidade registraram 37,7°C na região. Apollo entrou na van às 7h para ir à creche - mas o motorista só notou a presença do menino por volta das 15h30. Ele foi levado ao hospital, mas já chegou sem vida no local.

CONSEQUÊNCIAS

O casal responsável pelo transporte escolar foi preso em flagrante, autuados por homicídio doloso. Eles receberam liberdade provisória após audiência de custódia. Além da prisão, Flávio Robson foi descredenciado do sistema que o autorizava a realizar o transporte de crianças.A Secretaria de Segurança Pública emitiu uma nota sobre o caso. Confira:

“A Diretoria Regional de Educação (DRE) acompanha o caso e o Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA), composto por psicólogos e psicopedagogos, foi acionado para atender a família. Um Boletim de Ocorrência foi registrado, e a Diretoria Regional de Educação (DRE) está à disposição das autoridades competentes para auxiliar na investigação".

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