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Bem-estar e Saúde / Saúde mental

Setembro Amarelo: veja serviços gratuitos de auxílio psicológico

O Setembro Amarelo marca a conscientização sobre a saúde mental focada na prevenção do suicídio

O Setembro Amarelo marca a conscientização sobre a saúde mental focada na prevenção do suicídio - Priscilla Du Preez/Unsplash
O Setembro Amarelo marca a conscientização sobre a saúde mental focada na prevenção do suicídio - Priscilla Du Preez/Unsplash

O mês de setembro é marcado por um importante movimento: o da conscientização sobre a saúde mental focada na prevenção do suicídio. Por isso, o período é conhecido como Setembro Amarelo. Aproveitando o gancho, no sentido que de cuidados do tipo são fundamentais ao longo do ano também, AnaMaria Digital reuniu uma lista de serviços gratuitos de auxílio psicológico.

Criado em 2015, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o Setembro Amarelo tem como proposta, no Brasil, de associar à cor ao mês que marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, que é no dia 10 de setembro.

O psiquiatra Henrique Bottura, diretor clínico do Instituto de Psiquiatria Paulista (IPP), explica que a principal forma de familiares e/ou amigos ajudarem em casos do tipo é levando o indivíduo que está em sofrimento e adoecido ao local em que ele vai ser tratado.

Para isso, é fundamental observar os comportamentos. “Muitas vezes a pessoa tem uma mudança, deixa de funcionar como funcionava. Essas mudanças de funcionamento ou, às vezes, relatos - a pessoa falar em suicídio, falar que tem pensado nisso, por exemplo - são informações que devem ser tomadas como sérias”, afirma ele.

A situação sempre deve ser tratada com a gravidade e urgência que necessita. “Ao contrário do que o saber popular diz que ‘quem fala não faz’, isso não é verdade, pois quem fala, faz. Então, se alguém diz que teve ou tem pensamentos do tipo, ou chegou a fazer alguma tentativa, o familiar precisa conduzir essa pessoa para um tratamento”, complementa.

Isso porque um profissional da saúde especializado pode orientar o tratamento e intervir para que se evite o suicídio. “Sempre que alguém tem algum quadro que possa suscitar esse risco, é fundamental que esse indivíduo chegue até um psiquiatra”, orienta Bottura.

Apesar disso, o médico lembra que o acesso a um especialista do tipo nem sempre é fácil. Nesse sentido, os serviços gratuitos são uma alternativa.

SEM CUSTO

Oferecidos, em sua maioria, pela rede pública de saúde, os canais de ajuda psicológica são alternativas que conectam os indivíduos a ajuda profissional. Mas é importante ressaltar que, em caso de emergência ou de ameaça de suicídio, não hesite em acionar o SAMU 192.

Para situações menos urgentes, caso não seja possível sair do local em que está ou se quiser apenas conversar sobre seus sentimentos, o chat do CVV é uma alternativa. A instituição ainda tem um número de telefone, o 188, para o qual a ligação é gratuita e o serviço está disponível 24 horas por dia.

Há também o serviço do Sistema Único de Saúde (SUS) que conta com uma estrutura voltada exclusivamente para a Atenção Psicossocial, a RAPS, instituída em 2017. Contudo, por regra, a Unidade Básica de Saúde (UBS) costuma ser o primeiro contato com o atendimento de saúde mental gratuito. 

Primeiro, é preciso marcar uma consulta com o clínico geral para pedir um encaminhamento para o psicólogo. Com isso em mãos, é necessário agendar a consulta com o psicólogo diretamente na UBS, caso haja profissional disponível.

Contudo, se o próprio clínico geral ou o psicólogo identificar que o sofrimento se encaixa em um quadro moderado ou grave, ele pode realizar o encaminhamento para uma unidade dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Essa estrutura conta com uma rede multidisciplinar de profissionais da qual fazem parte psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais e terapeutas.

O SUS também disponibiliza diversos medicamentos antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos nas farmácias da rede pública. Só é possível retirar as medicações com a receita médica, que pode ser tanto de uma consulta particular quanto realizada na rede pública.

Além disso, é possível recorrer a algumas organizações não governamentais que realizam atendimento psicológico e psiquiátrico gratuito.

Entre elas estão o Casa 1, voltado para o atendimento da população LGBTQIAP+; Casa das Marias, focado em mulheres negras e indígenas; Ipefem que é um projeto de educação em saúde mental que ensina a identificar e interromper violências socioemocionais no trabalho e o Prematuridade.com que conta com um núcleo de saúde mental para famílias com bebês internados na UTI Neonatal e outro voltado para gestantes de alto risco.

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