Cuidar da pele vai muito além de limpar e hidratar. A esfoliação facial é um passo importante da rotina de skincare porque ajuda a renovar a pele e melhorar sua aparência. Quando feita da maneira correta, ela remove células mortas acumuladas na superfície, deixa a textura mais uniforme e ainda potencializa os resultados de outros produtos.
Apesar de parecer um cuidado simples, a esfoliação precisa respeitar a frequência adequada e o tipo de pele para evitar irritações ou efeito rebote. A dermatologista Carulina Moreno explica os benefícios, a forma correta de realizar o procedimento e por que algumas receitas caseiras podem acabar prejudicando a pele.
Benefícios da esfoliação facial
A esfoliação facial atua diretamente na renovação celular da pele. Ao remover as células mortas e resíduos acumulados, o rosto tende a ganhar mais luminosidade e aparência saudável. “A esfoliação remove células mortas e detritos acumulados, permitindo que a pele reflita melhor a luz e ganhe luminosidade natural”, explica Carulina.
Além disso, a profissional afirma que o procedimento ajuda a prevenir a obstrução dos poros, fator que pode levar ao surgimento de cravos e espinhas. Com a renovação celular, a textura da pele também se torna mais suave e o tom pode ficar mais uniforme.
Qual a frequência ideal?
A frequência da esfoliação facial não é igual para todo mundo. Ela varia principalmente de acordo com o tipo de pele e a tolerância individual. Peles normais costumam se beneficiar do procedimento cerca de uma vez por semana. Já as peles oleosas, que produzem mais sebo, podem tolerar até duas esfoliações semanais.
Ainda assim, é importante observar sinais de sensibilidade. “A frequência deve ser ajustada observando sinais de irritação ou sensibilidade, e adaptada ao tipo de pele, estação do ano ou tolerância individual”, explica a médica.
Como fazer esfoliação facial em casa corretamente
Realizar a esfoliação facial em casa exige alguns cuidados simples para evitar irritações. Um dos principais erros é aplicar força excessiva durante a massagem. “Não friccione com força: use movimentos suaves, pois os microgrânulos já realizam a ação necessária”, ensina.
Outro ponto importante é o tempo de aplicação. A massagem deve durar no máximo 60 segundos quando se utiliza um esfoliante físico e sempre com a pele previamente limpa. Também é importante evitar o uso de vários ativos descamativos na mesma noite, como ácidos e retinol, já que essa combinação pode irritar a pele.
Esfoliação física X química
Existem dois tipos principais de esfoliação facial: a física e a química. Cada uma atua de forma diferente na remoção das células mortas.
A esfoliação química utiliza ácidos que rompem as ligações entre as células da superfície da pele, promovendo uma descamação mais uniforme e com menos fricção. Entre os exemplos mais comuns estão o ácido glicólico, o mandélico e os PHA, que costumam ser mais suaves.

Já a esfoliação física é feita com microgrânulos que promovem uma ação mecânica de “polimento”. Segundo Carulina, esse tipo pode ser indicado para quem busca uma sensação imediata de pele mais lisa, desde que seja feito com produtos gentis e grânulos biodegradáveis.
E as receitas caseiras?
Receitas populares na internet, como misturas de açúcar com mel ou café, podem parecer alternativas simples para a esfoliação facial, mas não são recomendadas pelos especialistas. A dermatologista diz que esses ingredientes costumam ter cristais irregulares que podem agredir a pele. Eles podem causar microcortes invisíveis, levando à irritação e sensibilização da pele. Melhor optar sempre por produtos desenvolvidos especificamente para o rosto e testados dermatologicamente.
Quem deve evitar
Embora seja um cuidado comum na rotina de beleza, a esfoliação facial não é indicada para todos os casos. Pessoas com pele muito sensível ou reativa devem ter atenção redobrada e, em alguns casos, podem se beneficiar mais de ativos suaves, como os PHA, em vez de esfoliantes com grânulos.
Além disso, o procedimento não deve ser feito quando a pele está irritada ou apresenta lesões abertas. A médica também orienta evitar o uso de esfoliação no mesmo dia em que produtos com retinol são aplicados, pois essa combinação pode aumentar o risco de irritação.
Cuidados essenciais após a esfoliação facial
Depois da esfoliação facial, a pele tende a ficar mais sensível e precisa de cuidados específicos para se recuperar. Entre as principais recomendações está reforçar a hidratação com produtos que contenham ingredientes reparadores, como ceramidas e pantenol, que ajudam a restaurar a barreira cutânea.
A proteção solar também é indispensável. Segundo Carulina, o estrato córneo, camada mais externa da pele, fica temporariamente mais fino após a esfoliação, o que torna o uso de protetor solar ainda mais importante. Produtos calmantes e sem fragrância também são os mais indicados nesse momento, já que a pele pode estar mais vulnerável a irritações.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1511, de 20 de março de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
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