Você já viu um vídeo de um famoso dizendo algo absurdo ou uma notícia que parecia inacreditável e descobriu que era mentira? Pois saiba que, cada vez mais, a inteligência artificial tem sido usada para criar cenas que nunca aconteceram na vida real. Esses conteúdos, conhecidos como deepfakes, imitam rostos e vozes com uma perfeição impressionante. Com efeito, o que antes era apenas diversão, hoje se tornou um risco real para a segurança e a informação de todos nós.
De acordo com especialistas da DeepStrike, o número desses vídeos foi de 500 mil em 2023 já, em 2025, segundo um levantamento da Unico, o aumento foi de mais de 1000% nas tentativas de fraudes comparado a 2024. Além disso, apenas cerca de 24,5% das pessoas conseguem notar a diferença entre o real e o inventado. Isso acontece porque a tecnologia evoluiu rápido demais, transformando imagens manipuladas em “armas” para aplicar golpes financeiros ou espalhar boatos sobre guerras e política. A inteligência artificial mudou nossa forma de ver o mundo, e agora precisamos de novos olhos para navegar na internet.
Como perceber sinais de inteligência artificial nos vídeos
Para não cair em conversas fiadas, o primeiro passo é observar os detalhes técnicos. Certamente, mesmo com tanta tecnologia, as máquinas ainda cometem pequenos erros. O diretor criativo, Náthan Ximenes, da NTX Group, explica que a sincronização entre a fala e o movimento da boca é um dos pontos principais. Muitas vezes, os lábios não acompanham o som perfeitamente. Portanto, se notar um atraso ou uma expressão facial muito rígida e sem piscar, desconfie na hora!

Proteja-se contra a desinformação e os vídeos falsos
Outro ponto fundamental é checar a iluminação e o cenário ao redor da pessoa. Em vídeos criados por IA, as bordas do cabelo podem parecer borradas ou as sombras não batem com o ambiente. Além do mais, a própria voz costuma ser muito robótica, sem aquelas pausas naturais para respirar que nós, humanos, fazemos. A desinformação se espalha quando compartilhamos algo sem verificar a fonte original ou a data da postagem.
Por fim, a regra de ouro é: se o vídeo veio de um perfil desconhecido e não está nos grandes canais de notícias, as chances de ser uma cilada são altas. Desenvolver esse olhar crítico é a melhor forma de combater a desinformação e garantir que a sua navegação na internet seja segura e livre de mentiras.
Resumo: A matéria alerta sobre o crescimento de vídeos falsos criados por IA e como eles espalham mentiras na web. O texto ensina a identificar falhas técnicas, como erros de sincronia na fala e falta de expressões naturais, além de reforçar a importância de checar as fontes antes de compartilhar.
Leia também: O futuro do trabalho com Inteligência Artificial muda profissões
