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Estudante se candidata e é rejeitada em 100 vagas de emprego; veja o que aconteceu

Com o avanço da tecnologia, candidatos enfrentam o desafio de superar algoritmos antes de chegar aos recrutadores humanos; saiba como se destacar nesse novo cenário

Helena Gomes Por Helena Gomes
25/03/2026
Em Comportamento
inteligência-artificial

Saiba por que a inteligência artificial está dificultando a busca por emprego e veja dicas para não ser descartado pelos algoritmos - Canva Equipes/Peshkova de Getty Images Pro

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A jornada de Bhuvana Chilukuri, uma estudante de 20 anos, reflete a realidade de muitos brasileiros: ela foi ignorada em mais de cem processos seletivos. “Fui rejeitada em menos de dois minutos”, desabafa à BBC. O motivo por trás dessa velocidade surreal é a inteligência artificial, ferramenta que 89% dos recrutadores pretendem usar com mais frequência este ano. Para quem busca o início da carreira, o processo tem se tornado um desafio tecnológico antes mesmo de ser uma avaliação de competências.

A inteligência artificial atua como um filtro inicial, analisando currículos em busca de padrões e palavras-chave específicas. Segundo especialistas, as empresas recorrem a essa tecnologia para lidar com o enorme volume de candidaturas no pós-pandemia. No entanto, para candidatos como Bhuvana, o processo parece desumanizador. Ela descreve a experiência de gravar vídeos para uma tela vazia como algo que anula a personalidade. “Você vira um robô”, lamenta a estudante, evidenciando o cansaço emocional de quem tenta uma chance no mercado de trabalho atual.

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A inteligência artificial atua como um filtro inicial, analisando currículos em busca de padrões e palavras-chave específicas – Pixabay/bschelig

Como a inteligência artificial impacta o início da carreira?

Atualmente, o grande gargalo para os jovens é conseguir que um humano veja seu currículo. Como a inteligência artificial prioriza dados estruturados, qualquer erro de formatação pode causar uma exclusão automática. Por isso, especialistas recomendam que os candidatos personalizem cada aplicação, usando termos que aparecem na descrição da vaga. Certamente, entender o funcionamento desses algoritmos é o primeiro passo para garantir que o seu perfil chegue à mesa de um recrutador de carne e osso.

Estratégias para humanizar o seu perfil profissional

Apesar da frieza das máquinas, o início da carreira ainda depende da capacidade de criar conexões. Uma dica valiosa é investir no networking direto, buscando pessoas da área em redes como o LinkedIn, para tentar “furar a bolha” da tecnologia. Além disso, ao gravar entrevistas por vídeo para uma inteligência artificial, tente manter a naturalidade e foque na clareza da fala. Embora o sistema busque padrões, a sua história e seus valores são o que manterão você na vaga após o filtro inicial.

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O futuro dos processos seletivos e a voz humana

Embora a tecnologia prometa tornar as seleções mais justas e rápidas, a falta de contato humano ainda gera desconfiança. “Sempre vou confiar em uma pessoa”, afirma Bhuvana. Portanto, o equilíbrio entre a agilidade da máquina e a sensibilidade humana é o grande objetivo das empresas modernas. Para entender mais sobre as tendências globais de recrutamento, vale acompanhar os relatórios de mercado do LinkedIn News. No fim das contas, a tecnologia deve ser um meio, e não um obstáculo para o talento.

Resumo: A busca pelo primeiro emprego está sendo transformada pela inteligência artificial, que filtra currículos em segundos. Candidatos relatam frustração com processos automatizados e frios, que muitas vezes ignoram a personalidade individual. Especialistas sugerem adaptar o currículo para os algoritmos, mas sem deixar de buscar o contato humano e o networking.

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Leia também: Mais da metade dos brasileiros já utiliza Inteligência Artificial

Tags: Carreira Jovemcomo fazer currículo para IAcrise de vagasDicas de CurrículoEmprego 2026inteligência artificialMercado de TrabalhoPrimeiro empregotecnologia no RH
Helena Gomes

Helena Gomes

Editora da Bons Fluidos e repórter da AnaMaria Digital. A jornalista já passou por Estadão, Band, e também foi estagiária na Editora Perfil

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