Em busca de aumentar as chances de engravidar, muitas mulheres que vão passar pela fertilização in vitro (FIV) recorrem a dietas da moda na tentativa de otimizar o corpo rapidamente. Low carb, cetogênica, detox, jejum prolongado, anti-inflamatória. A promessa é sempre a mesma: melhorar a saúde e potencializar os resultados. Mas, será que essas estratégias realmente ajudam?
A resposta, na maioria dos casos, é não. E, em alguns cenários, podem até atrapalhar.
Dieta e fertilidade feminina
A fertilidade feminina é individual e sensível ao estado nutricional, metabólico e idade. Isso significa que não basta seguir uma dieta popular. Ou seja, é preciso garantir que o organismo esteja recebendo todos os nutrientes necessários para sustentar processos complexos como a maturação dos óvulos, o equilíbrio hormonal e a preparação do endométrio.
Dietas restritivas, por exemplo, podem levar à deficiência de vitaminas e minerais essenciais, como ferro, zinco, vitaminas do complexo B e gorduras boas, todos fundamentais para a qualidade ovocitária e para a receptividade uterina. Além disso, estratégias muito rígidas podem aumentar o estresse fisiológico, impactando negativamente hormônios importantes para a ovulação e implantação.
Outro ponto importante é que nem toda dieta funciona para todas as mulheres. Uma estratégia que pode ser interessante para uma paciente com resistência à insulina pode ser inadequada para outra com baixo peso, irregularidade menstrual ou histórico de falhas de implantação.
Alimentação da mulher que vai fazer FIV: Individualidade sempre
A nutrição deve ser baseada em ciência. Mas, também na individualidade de cada paciente. Idade, histórico de saúde, exames laboratoriais, sintomas, rotina, nível de estresse, qualidade do sono e até o momento do tratamento precisam ser considerados na construção de um plano alimentar.
Mais do que seguir tendências, o foco deve ser em promover equilíbrio metabólico, reduzir inflamações, corrigir deficiências nutricionais e criar um ambiente favorável para a concepção. E isso só é possível com uma abordagem personalizada.
Contar com uma nutricionista especialista em fertilidade faz toda a diferença nesse processo. O acompanhamento adequado permite ajustar a alimentação de acordo com cada fase da FIV, potencializando os resultados e evitando estratégias que possam comprometer o tratamento.
Em um processo que envolve tempo, expectativa e investimento emocional e financeiro, cada detalhe importa. E quando o assunto é fertilidade, modismo não substitui estratégia.
