O verão aumenta o risco de desidratação, retenção de líquidos, desconfortos gastrointestinais e oscilações glicêmicas, exigindo escolhas alimentares mais cuidadosas. E para as grávidas não é diferente. O período pede maior vigilância sobre qualidade nutricional e equilíbrio metabólico para proteger a saúde materna e o desenvolvimento do bebê. Por isso, é importante entender como deve ser a alimentação da gestante no verão.
Em dias quentes, o corpo da gestante já trabalha sob maior sobrecarga fisiológica. Uma alimentação rica em açúcar, frituras e ultraprocessados favorece a inflamação, ganho de peso excessivo e aumenta o risco de diabetes gestacional, mesmo em mulheres previamente saudáveis. Assim, a base da dieta deve incluir proteínas de qualidade, carboidratos complexos, fibras, vitaminas e gorduras boas.
Mas, vale lembrar que nenhum alimento isolado é completo. Por isso, a variedade é essencial. Combinações clássicas como arroz e feijão continuam sendo extremamente importantes, pois juntas fornecem aminoácidos fundamentais para o organismo e ajudam na estabilidade glicêmica.
Como deve ser a alimentação da gestante no verão
Durante a estação, alimentos frescos como frutas, legumes e saladas ajudam a aliviar o calor, mas exigem atenção à higienização. Carnes cruas, frutos do mar e preparações malpassadas devem ser evitados devido ao risco de contaminações e parasitas que podem comprometer a saúde fetal. Sempre que possível, a gestante deve priorizar refeições feitas em casa. Em ambientes externos, é fundamental redobrar o cuidado com saladas e carnes, por conta do risco de doenças como toxoplasmose.
Como nutricionista especialista em gestantes, preciso reforçar que a hidratação também se torna um pilar central. A ingestão mínima de dois litros de água por dia é indispensável para repor perdas pela transpiração, manter o volume adequado do líquido amniótico e evitar sintomas comuns do calor, como queda de pressão, inchaço e fadiga.
Outro ponto crítico no verão é o controle do consumo de carboidratos de alto índice glicêmico, especialmente no café da manhã. As alterações hormonais da gestação já elevam naturalmente a glicose nesse período do dia. Exagerar em pães brancos, açúcar refinado e sucos industrializados favorece picos glicêmicos e aumenta o risco de diabetes gestacional.
A recomendação final é fracionar a alimentação ao longo do dia, evitando longos períodos de jejum. Três refeições principais e dois ou três lanches saudáveis ajudam a manter a glicemia estável, melhoram a disposição e garantem oferta constante de nutrientes ao bebê.
Comer com calma e mastigar bem também impacta positivamente na digestão e no controle metabólico.








