O fermento é um dos ingredientes mais importantes para transformar massas simples em preparações fofinhas, leves e cheias de sabor. Porém, apesar de todos terem a mesma função principal de ajudar no crescimento das receitas, cada tipo apresenta características próprias que mudam o resultado final.
Os diferentes tipos de fermento proporcionam volume, maciez e leveza, principalmente em massas. No entanto, como possuem composições diferentes, eles também entregam efeitos distintos durante o preparo.
Qual a diferença entre fermento biológico, químico e natural?
O fermento biológico seco, também conhecido como fermento de padaria, é formado por leveduras, fungos e enzimas e costuma ser usado em receitas como pães, pizzas, roscas e esfihas. Ele pode ser armazenado fora da geladeira e é uma opção prática para quem prepara massas com maior quantidade de farinha.
Apesar da praticidade, esse tipo de fermento exige tempo de descanso. Isso acontece porque os microrganismos precisam agir antes de a massa ir ao forno. O calor elimina esses organismos responsáveis pelo crescimento, por isso a etapa de fermentação deve acontecer antes do cozimento.
Já o fermento químico segue outro caminho. Ele é indicado principalmente para bolos e funciona por meio de uma reação entre bicarbonato de sódio e ácidos presentes na composição. Diferentemente do biológico, ele não possui leveduras naturais e não é recomendado para receitas que dependem de fermentação longa, como pães.
O fermento químico deve ser adicionado no final do preparo para evitar que sua ação aconteça antes da hora. Assim, a receita aproveita melhor o efeito de crescimento dentro do forno.
Outro tipo que ganhou espaço nas cozinhas é o fermento natural, feito a partir da mistura de água e farinha. Embora exija mais tempo e cuidado, ele pode deixar o alimento crocante por fora e macio por dentro.
A fermentação mais longa também pode favorecer a digestão de parte do glúten antes mesmo do cozimento.

O fermento pode causar desconforto ou deve ser evitado?
Quando o assunto é saúde, o consumo frequente merece atenção. Pela visão da nutrição funcional, alguns produtos podem conter ingredientes que não são interessantes para o organismo, como determinados aditivos presentes em algumas versões industrializadas.
Além disso, algumas pessoas podem perceber sinais como estufamento, sensação de empachamento, má digestão e azia após consumir preparações que levam fermento, especialmente quando elas também têm grande quantidade de carboidratos e glúten.
“É importante observar os sinais que o corpo apresenta para entender se aquele ingrediente causa algum desconforto”, orienta a nutricionista Fernanda Marques ao portal Receitas.
Para quem deseja substituir o fermento químico, existe uma alternativa caseira usando bicarbonato de sódio combinado com ingredientes ácidos, como limão, cremor tártaro ou vinagre branco. A reação entre eles ajuda no crescimento da massa.
No entanto, essa troca não funciona da mesma forma para todos os tipos de receitas. Isso porque o fermento biológico e o natural têm processos próprios e não podem ser substituídos simplesmente por outro ingrediente.
Resumo: Fermento químico, biológico e natural apresentam diferenças na composição e no modo de uso. Cada versão influencia o crescimento, a textura e o sabor das receitas. O fermento natural tem fermentação mais longa e pode facilitar a digestão de algumas preparações. O consumo frequente deve ser observado por pessoas que apresentam desconfortos após ingerir o ingrediente.
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