Mesmo após o pico de despesas de janeiro, gastos com IPTU, IPVA, material escolar e a inflação acumulada continuam pressionando o orçamento doméstico.
O dado é da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio. Para o economista Leonardo Baldez Augusto, a concentração de compromissos financeiros no início do ano, aliada à falta de planejamento, agrava o cenário.
“Janeiro reúne despesas previsíveis, mas pouco organizadas. Quando o orçamento chega pressionado e sem estratégia, qualquer gasto extra vira desequilíbrio”, afirma.
O problema não está apenas no volume das contas, mas na forma como elas se acumulam.
Como saída, Leonardo propõe dividir o orçamento em três blocos: despesas fixas, variáveis e sazonais – e adotar um plano de 90 dias para reorganizar as finanças, começando pela renegociação de dívidas mais caras.
Após o ajuste inicial, o consórcio pode ser utilizado como ferramenta de disciplina para aquisições planejadas. “Primeiro é preciso colocar a casa em ordem. Depois, assumir compromissos que ajudem a construir patrimônio sem desorganizar o orçamento”, resume.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1511, de 3 de abril de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
