As estrias estão entre as alterações de pele que mais incomodam as mulheres, principalmente em fases de mudanças corporais intensas, como adolescência, gravidez e ganho de peso. Apesar de serem comuns, ainda existem muitas dúvidas sobre as causas, os tipos e o que realmente funciona para amenizar as marcas. A seguir, vamos esclarecer os principais mitos e verdades sobre o assunto e explicar quais cuidados podem ajudar na prevenção e no tratamento.
Causas das estrias
As estrias surgem quando a pele sofre um estiramento rápido, provocando a ruptura das fibras de colágeno e elastina. Segundo a dermatologista Paula Chicralla, isso costuma acontecer durante períodos de crescimento acelerado, alterações hormonais, gestação ou mudanças bruscas de peso.
A predisposição varia bastante entre as pessoas. Fatores genéticos, qualidade da pele e níveis hormonais influenciam diretamente no surgimento das marcas. Algumas peles conseguem se adaptar melhor ao estiramento, enquanto outras têm mais dificuldade e acabam desenvolvendo as lesões com facilidade.
Estrias vermelhas, roxas e brancas
A cor das estrias indica o estágio em que elas estão. De acordo com a médica, as estrias vermelhas ou arroxeadas são mais recentes e ainda passam por um processo inflamatório, com presença de vasos sanguíneos. Já as brancas são mais antigas e cicatrizadas.
Essa diferença também interfere nos tratamentos. As estrias iniciais, por exemplo, costumam responder melhor aos procedimentos e aos ativos dermatológicos, enquanto as versões mais antigas exigem estímulos mais intensos para melhorar a aparência da pele.
Hidratação e cremes ajudam de verdade?
Embora não exista fórmula milagrosa, alguns cuidados podem reduzir o risco de desenvolver estrias e até melhorar o aspecto das marcas recentes. Manter a pele hidratada ajuda na elasticidade e favorece a adaptação ao estiramento. Além disso, alimentação equilibrada e evitar oscilações rápidas de peso fazem diferença. Sobre os cosméticos, Paula alerta que é mito acreditar que cremes eliminam completamente as estrias, principalmente as brancas.
Fique de olho: ainda assim, alguns ativos apresentam bons resultados, como ácido retinoico, vitamina C, ácido hialurônico e centella asiática. Esses componentes estimulam a produção de colágeno e ajudam a melhorar a textura e a qualidade da pele, especialmente nas estrias mais recentes.

Tratamento em casa é mito?
Os cuidados caseiros ajudam mais na prevenção e na manutenção da pele do que na eliminação das marcas já instaladas. A especialista explica que hidratação constante e produtos adequados conseguem melhorar discretamente a aparência, mas não tratam profundamente as estrias antigas. O uso contínuo dos produtos é importante, mas os resultados costumam ser limitados quando o objetivo é suavizar marcas mais profundas ou esbranquiçadas.
Procedimentos estéticos no consultório
Os procedimentos dermatológicos seguem como os tratamentos mais eficazes para melhorar a aparência das estrias. Técnicas como laser, microagulhamento e bioestimuladores de colágeno conseguem suavizar textura, profundidade e coloração das marcas.
A escolha do tratamento depende do tipo de estria e da região do corpo. As estrias vermelhas costumam responder melhor a lasers vasculares. Já as brancas exigem estímulos mais intensos para produção de colágeno.
Apesar dos avanços da dermatologia, é bom lembrar que as estrias não desaparecem completamente, já que são consideradas cicatrizes. Ainda assim, com o tratamento correto, é possível deixá-las muito menos aparentes.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1522, de 22 de maio de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
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