Quando as temperaturas caem, a pele costuma dar sinais rápidos: resseca, repuxa, fica mais sensível e pode até descamar. Mas, além do vento frio e do ar seco, outro fator continua agindo em silêncio nessa época do ano: a radiação solar.
Por isso, a rotina de cuidados no inverno precisa ir além de lavar o rosto e passar hidratante. A pele também precisa de protetor solar, já que os raios ultravioleta seguem atingindo as áreas expostas, mesmo em dias nublados ou com pouca sensação de calor.
“A ausência de calor não significa ausência de radiação. Os raios solares continuam atuando e podem causar danos cumulativos importantes, mesmo em dias frios ou nublados”, explica a dermatologista Vanessa Perusso, a convite da Helioderm Dermocosméticos, marca da Hertz Farmacêutica.
Por que a pele fica mais sensível no frio?
No inverno, a baixa umidade do ar e as temperaturas mais frias prejudicam a barreira natural da pele. Com isso, ela perde água com mais facilidade e pode ficar áspera, opaca e irritada.
Por isso, a hidratação ganha papel essencial. Cremes, loções e fórmulas com ativos hidratantes ajudam a reforçar essa barreira e reduzem a sensação de repuxamento. Além disso, algumas versões de protetor solar já combinam proteção, hidratação e antioxidantes, o que facilita a rotina de quem prefere poucos passos.
Segundo Vanessa, esse cuidado diário faz diferença. “Hoje, existem produtos multifuncionais que vão além da proteção, reunindo ativos antioxidantes e hidratantes em uma única fórmula, o que facilita a rotina e promove um cuidado mais completo da pele”, destaca.
Dia nublado também causa manchas na pele?
Sim. Mesmo quando o céu está fechado, a radiação UVA atravessa as nuvens e alcança a pele. Esse tipo de radiação tem relação direta com manchas, perda de firmeza e envelhecimento precoce.
Por isso, deixar a proteção de lado no frio pode trazer prejuízos que aparecem aos poucos. O trajeto até o trabalho, uma caminhada rápida, a exposição perto da janela ou momentos ao ar livre já contribuem para os danos cumulativos.
“Mesmo exposições rápidas, como no trajeto até o trabalho ou em atividades do dia a dia, já contribuem para esse processo. Por isso, a proteção deve ser contínua”, reforça a dermatologista.
E não é só o rosto que merece atenção. Mãos, braços e colo também ficam expostos na rotina e podem sofrer com a ação da radiação UVA. “Áreas como braços, mãos e colo, quando expostas, também devem receber o produto”, orienta Vanessa.

Como proteger a pele no inverno sem complicar a rotina?
A boa notícia é que não precisa transformar o banheiro em consultório para cuidar melhor da pele no frio. Algumas escolhas simples ajudam a manter a hidratação e a proteção em dia:
- Use hidratante todos os dias: ele ajuda a reduzir o ressecamento e reforça a barreira natural da pele.
- Mantenha o protetor solar pela manhã: mesmo sem calor, a radiação continua presente e pode causar danos cumulativos.
- Reaplique quando houver exposição: suor, água e muitas horas fora de casa reduzem a eficácia da proteção.
- Inclua áreas esquecidas: mãos, colo e braços também precisam de cuidado quando ficam descobertos.
- Prefira fórmulas confortáveis: produtos com textura agradável aumentam as chances de manter o hábito.
Além de evitar manchas e envelhecimento precoce, o uso diário do protetor solar ajuda a reduzir danos provocados pela radiação ultravioleta, um dos fatores de risco para o câncer de pele. “A proteção precisa ser renovada para se manter eficaz, garantindo a segurança da pele ao longo do dia”, orienta Vanessa.
Resumo: Protetor solar deve ser usado também no inverno, inclusive em dias nublados. A radiação UVA continua atingindo a pele e pode causar danos cumulativos, manchas e envelhecimento precoce. O cuidado diário também ajuda na prevenção contra danos ligados ao câncer de pele.
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