O verão começa no próximo dia 21 e tudo indica que as temperaturas no Brasil não darão trégua, aumentando ainda mais a exposição solar. Neste cenário, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lançou a campanha Dezembro Laranja, justamente para incentivar a prevenção do câncer de pele – o mais incidente no país e, felizmente, prevenível. A seguir, veja como cuidar da pele no verão.
Guia Prático: veja 5 tecidos frescos para apostar no verão
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), as estimativas de incidência do câncer de pele não melanoma em 2020 foi de 176.930, sendo 83.770 homens e 93.160 mulheres. Já para o tipo melanoma, a estimativa, no mesmo período, foi de 8.450, sendo 4.200 homens e 4.250 mulheres.
É durante as temporadas de primavera e verão que as pessoas se expõem mais ao sol, indo às praias, aos parques ou aos lugares que têm piscina. Segundo Carlos Barcaui, coordenador da campanha Dezembro Laranja da SBD, a exposição solar pode levar ao surgimento de manchas em qualquer pessoa, ainda que não sejam visíveis. Isso porque o sol tem efeito cumulativo e com o passar dos anos as manchas começam a aparecer.
O grau de atenção se torna ainda maior para quem tem a pele mais clara, com história de queimaduras pelo sol e histórico familiar/pessoal de câncer de pele, uma vez que apresentam risco aumentado em relação à população em geral. No entanto, precisamos lembrar que todos precisamos estar atentos, já que o câncer pode acometer até mesmo quem tem a pele mais morena.
Protetor solar no combate ao câncer de pele
Portanto, ainda que o uso de protetor solar se faça necessário durante o ano todo, o produto é ainda mais importante nestas estações. É ele que ajuda a proteger contra os danos causados pela radiação ultravioleta (UV), o principal fator de risco para a doença.
Saiba como escolher o protetor solar facial ideal para cada tipo de pele
“O FPS [fator de proteção solar] mede a proteção contra os raios UVB, que são os principais responsáveis por queimaduras solares e alterações no DNA das células da pele. Essas mutações podem levar ao desenvolvimento de câncer de pele, como o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma”, explica Carlos à AnaMaria.
O uso diário do protetor solar minimiza os efeitos cumulativos do sol e reduz o risco de lesões pré-cancerígenas. “Além dos UVB, a proteção contra os raios UVA (indicada no rótulo do protetor como “amplo espectro”) é essencial. Os raios UVA penetram mais profundamente na pele, aceleram o envelhecimento e também contribuem para o câncer de pele”, afirma.
Carlos destaca que a proteção solar deve ser feita desde a infância, uma vez que 80% da exposição acumulada ao sol ocorre até os 18 anos. Logo, proteger a pele nesta fase vai reduzir o risco de câncer na vida adulta.
Como cuidar da pele no verão?
Por causa do aumento da exposição solar, os cuidados com a pele no verão se tornam ainda mais necessários e eles começam já na escolha do FPS. A SBD considera o FPS 30 o suficiente para a maioria das pessoas. Os superiores a este são indicados para peles muito claras, com histórico de câncer ou idosos.
“É necessário tomar cuidado para não fazer a aplicação irregular do produto solar. Não devemos esquecer áreas como pálpebras, orelhas, nuca e colo, além de evitar o uso imediatamente antes de se expor ao sol. A maioria dos protetores necessita de mais 15 minutos para absorção e início da proteção. Além disso, a maioria dos protetores só garante o FPS por até 2 horas, sendo necessária a reaplicação, principalmente se o paciente está fazendo alguma atividade que transpire muito ou após entrar na água”, diz Carlos.
Além disso, vale combiná-los com roupas, chapéus, bonés e óculos para auxiliar na proteção. A SBD também recomenda evitar o sol entre 9h e 15h, quando está mais quente, e sempre buscar lugares que tenham sombra.
Leia mais:
Protetor solar para pele oleosa: 7 opções testadas e aprovadas para o verão
FPS 30, 50, 120: você sabe o que significa o número do protetor solar?