Dar conselhos sem ser solicitado é um hábito comum, mas que pode gerar mais tensão do que apoio real. Muitas vezes, a intenção é boa, porém o efeito pode ser o oposto: a pessoa se sente julgada, pressionada ou incompreendida.
Entender por que isso acontece ajuda a melhorar a comunicação e a oferecer ajuda de forma mais empática. Em vez de impor soluções, é possível criar espaço para que o outro encontre seu próprio caminho.
Por que conselhos não pedidos podem causar desconforto?
O conselho não solicitado costuma soar como crítica, mesmo quando vem de alguém próximo. Isso acontece porque, ao ouvir uma sugestão que não pediu, a pessoa pode interpretar que suas decisões não são boas o suficiente.
Além disso, conselhos podem transmitir a sensação de que o outro sabe mais sobre a vida da pessoa do que ela mesma, o que gera resistência e até afastamento emocional.

Quais comportamentos mostram que o conselho virou imposição?
Alguns sinais de insistência revelam quando o conselho deixa de ser apoio e passa a ser pressão. Esses comportamentos podem prejudicar relações e criar barreiras na comunicação.
- Repetir a mesma orientação várias vezes
- Interromper para “corrigir” a forma como o outro pensa
- Oferecer soluções antes de ouvir o problema completo
- Focar em ter razão, e não em acolher
Como ajudar sem invadir o espaço do outro?
A escuta ativa é a chave para oferecer apoio verdadeiro. Em vez de responder imediatamente com uma solução, é mais útil perguntar o que a pessoa precisa naquele momento.
Às vezes, ela só quer desabafar, organizar pensamentos ou sentir que alguém está ao seu lado sem julgamentos.
No vídeo a seguir, do canal “Nós da Questão”, que conta com mais de 2,5 milhões de inscritos no Youtube, o psicólogo Marcos Lacerda analisa quem gosta de dar muitos conselhos:
Quando o conselho pode ser bem-vindo?
O conselho útil surge quando existe abertura e consentimento. Perguntar se a pessoa deseja ouvir uma opinião cria um ambiente de respeito e evita mal-entendidos.
- “Você quer desabafar ou prefere que eu dê uma sugestão?”
- “Posso compartilhar algo que talvez ajude?”
- “Quer ouvir uma perspectiva diferente?”
- “Como posso te apoiar agora?”
Oferecer ajuda verdadeira exige sensibilidade, paciência e disposição para ouvir mais do que falar. Quando deixamos de lado a necessidade de ter razão e priorizamos a conexão, criamos relações mais leves e acolhedoras. A melhor forma de apoiar alguém é respeitar seu tempo, suas escolhas e o espaço que ela precisa para encontrar suas próprias respostas.








