Uma pesquisa recente traz à tona um tema importante: a relação das mulheres com a própria imagem. De acordo com o levantamento realizado pelo Grupo Boticário em parceria com a On The Go Consumer Insights, 9 em cada 10 brasileiras já sentiram algum tipo de desconforto com o próprio corpo — e, mais do que isso, 60% relatam vergonha da própria idade.
O estudo mostra que esse sentimento não aparece de forma isolada. Pelo contrário, ele se conecta diretamente com a pressão estética feminina, que acompanha as mulheres ao longo da vida e influencia desde decisões pessoais até escolhas profissionais.
Vergonha da própria idade pesa mais do que parece
Entre as entrevistadas, 78,7% descrevem a vergonha da própria idade como um verdadeiro “peso”. Não por acaso, muitas compararam essa sensação a algo físico que “cansa”, “impede” ou até “atrasa” suas vidas. Ou seja, não se trata apenas de uma insegurança passageira, mas de um impacto contínuo no bem-estar.
Mais de 70% das mulheres reconhecem que carregam vergonhas que não deveriam existir — especialmente relacionadas à aparência. Ainda assim, 73,5% afirmam que aprenderam a conviver com desconfortos difíceis de explicar. Nesse sentido, a pressão estética feminina aparece como um fator constante, que reforça padrões inalcançáveis e alimenta comparações.
Esse cenário contribui para um ciclo silencioso: muitas mulheres deixam de se posicionar, se expor ou até aproveitar oportunidades por medo de julgamentos.
Pressão estética feminina e seus impactos reais
A pressão estética feminina não surge do nada. Pelo contrário, ela se constrói socialmente e se mantém por meio de expectativas irreais sobre corpo, idade e comportamento. Dessa forma, a vergonha passa a ser normalizada — o que torna ainda mais difícil quebrar esse padrão.
Esse debate se torna ainda mais urgente quando olhamos para dados mais amplos. Em 2025, o Brasil registrou 1.470 casos de violência contra a mulher, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Embora os temas sejam diferentes, eles se conectam: ambos refletem uma estrutura que historicamente silencia e limita as mulheres.
Portanto, falar sobre autoestima, corpo e idade também é falar sobre respeito, autonomia e direitos.

Um canal para falar sobre violência contra a mulher
Diante desse cenário, o Grupo Boticário lançou a iniciativa “Precisamos Falar”, um canal no WhatsApp que reúne conteúdos informativos sobre violência contra a mulher. A proposta busca informar, acolher e incentivar o diálogo.
Ao longo do mês, especialistas como médicos, psicólogos e advogados compartilham orientações práticas sobre temas como acolhimento, direitos femininos e educação desde a infância. Além disso, o projeto convida homens a participarem como aliados nessa transformação.
Todo o conteúdo será reunido em uma cartilha digital gratuita, disponível ao final da campanha no site oficial, que vai até dia 31 de março.
Como destaca Renata Gomide, CMO do Grupo Boticário, comunicar também é uma forma de transformar. Afinal, quando a sociedade fala sobre o problema, ela dá o primeiro passo para mudá-lo.
Resumo: A pesquisa revela que a maioria das brasileiras já enfrentou vergonha ligada ao corpo e à idade. Esse sentimento, impulsionado pela pressão estética, impacta a vida de forma profunda. Iniciativas como “Precisamos Falar” mostram que informação e diálogo são caminhos essenciais para mudança.
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