Desde que anunciou a gravidez do primeiro filho com o ator Nicolas Prattes, Sabrina Sato tem compartilhado com os seguidores um lado mais íntimo da maternidade. Após enfrentar perdas gestacionais e um longo período tentando engravidar, a apresentadora contou que decidiu mudar os planos para viver esse momento com mais calma. Em vez de viajar durante as férias da filha Zoe, ela optou por permanecer perto da família e reduzir o ritmo.
“Foi tão difícil conseguir essa gestação, então eu estou dando muito valor. Estou bem quietinha, bem tranquila… Tô fazendo tudo direitinho. Vou me poupar”, afirmou Sabrina ao explicar a decisão de priorizar o descanso e o acompanhamento da saúde do pai durante esse período.
O relato da artista chama atenção para uma realidade vivida por muitas mulheres, famosas ou não. Mesmo quando a gravidez não é a primeira, a gestação costuma ser acompanhada por expectativas, inseguranças e uma quantidade quase infinita de informações disponíveis na internet e nas redes sociais. O desejo de fazer tudo corretamente, muitas vezes, acaba aumentando a ansiedade.
Para Carol Zein, CEO da Mami&Co e mãe de primeira viagem, o acesso facilitado ao conhecimento trouxe benefícios importantes, mas também criou um novo desafio para as famílias: aprender a separar orientação de excesso de cobrança.
“A maternidade já é um momento de muitas descobertas e, quando você tem acesso a milhares de possibilidades, pode surgir uma cobrança muito grande para escolher sempre o melhor, o mais seguro, o mais indicado. Mas nem sempre existe uma resposta perfeita. Existe aquilo que faz sentido para cada família e para cada rotina”, explica.
Segundo Carol, a comparação constante nas redes sociais também pode aumentar a insegurança das gestantes e das mães. “Às vezes a mãe começa a sentir que precisa fazer o que outras pessoas estão fazendo, até mesmo por medo de julgamento. E, quando percebe, pode acabar deixando de olhar para o que realmente faz sentido para o seu bebê e para sua família”.
A executiva afirma que essa percepção só ganhou um novo significado quando viveu a maternidade na prática. Antes de ter a filha, ela conhecia o universo infantil pela experiência profissional. Depois do nascimento da bebê, passou a enxergar detalhes que fazem diferença no dia a dia.
“Antes, eu conhecia o mercado, os produtos e o comportamento do consumidor pela ótica profissional. Quando minha filha nasceu, eu percebi que existia uma camada muito mais profunda: a experiência real de quem está vivendo a maternidade todos os dias”.
Foi justamente essa vivência que transformou sua forma de avaliar produtos e escolhas da rotina. “Algumas necessidades eu só consegui enxergar quando me tornei usuária dos produtos que ajudava a desenvolver. Foi quando deixei de olhar apenas como fabricante e passei a olhar também como mãe e consumidora”.
Para Carol, não existe uma fórmula universal para viver a maternidade. O mais importante é encontrar equilíbrio entre informação e confiança. “Eu diria para outras mães confiarem mais no próprio processo e também no próprio instinto. Informação é importante e ajuda muito, mas ela precisa servir como apoio, não como uma fonte de cobrança”.
O relato de Sabrina Sato reforça justamente essa mensagem. Depois de uma gestação tão esperada, a apresentadora escolheu desacelerar e respeitar o próprio tempo, uma decisão que lembra que, durante a gravidez, cuidar da saúde física e emocional também faz parte dos preparativos para a chegada do bebê.
