Foi-se o tempo em que a mulher se sentia prejudicada visualmente após passar pela mágica transformação de virar mãe. Hoje, cada vez mais brasileiras se entregam à técnica chamada Mommy Makeover, que consiste na combinação de procedimentos após a gestação com o objetivo de harmonizar o corpo e recuperar a autoestima.
“No período da gravidez e amamentação, é natural que muitas mamães tenham alterações emocionais e físicas, que podem acarretar aumento de peso, crescimento e flacidez das mamas, acúmulo de gordura localizada e estrias, por exemplo. Tudo isso pode gerar insatisfação das mulheres com seu próprio corpo e o desejo de voltar à antiga forma”, explica o cirurgião plástico Dr. Edgar Lopez.
De acordo com o médico, o Mommy Makeover vai muito além da estética quando levamos em conta os benefícios após o procedimento. “É claro que a avaliação é única, realizada visando o corpo de cada paciente e objetivos mas, geralmente, associamos intervenções nas mamas, abdômen, quadris e cintura”.
Especialista explica procedimentos realizados em única vez
Segundo Lopez, o Mommy Makeover pode reunir até quatro procedimentos cirúrgicos. São eles: abdominoplastia, para retirar o excesso de pele na região abdominal; mamoplastia, para alterar o formato, volume ou corrigir flacidez nos seios; lipoaspiração, para remover gorduras localizadas e remodelação de glúteos, que melhora o aspecto e formato do bumbum.
“É preciso ressaltar que nem sempre todos os procedimentos são necessários, já que isso depende da indicação de cada paciente e, claro, da avaliação meticulosa do profissional de saúde. Geralmente, o acúmulo de gordura no abdômen, coxas, costas, flancos e glúteos prejudica o contorno corporal da mulher, o que gera queda de autoestima e frustração. Por isso, associo o Mommy com uma tecnologia avançada de radiofrequência aplicada logo após a lipo, para estimular o colágeno e evitar flacidez no local”, detalha.
Ainda, mesmo no caso da abdominoplastia, é preciso avaliar a composição corporal com cuidado. “A abdominoplastia é muito comum para mulheres que ganharam bastante peso durante a gravidez e pacientes que se submeteram à cirurgia bariátrica e pode ser realizada com algumas técnicas diferentes, como a mini abdominoplastia. Neste método, indicado para pacientes com pouca flacidez, é retirada uma quantidade menor de pele. Já o método tradicional remove um excesso de pele maior, o que proporciona uma cicatriz mais longa. Porém, em ambos os procedimentos, a incisão pode ser feita no mesmo local da cesariana, assim a paciente não fica com outra cicatriz”.
Mamas e bumbum merecem atenção especial, sempre

Sabemos que a gravidez altera significativamente os hormônios no corpo feminino, o que gera aumento das glândulas mamárias para a produção do leite materno. Após a amamentação, a pele que foi esticada pode perder sua elasticidade e deixar os seios flácidos e caídos. Mamas que já eram volumosas podem se tornar ainda maiores e flácidas.
A mamoplastia pode ser feita de diferentes maneiras, a depender da vontade da paciente. “Temos a mamoplastia de aumento, em que colocamos próteses para dar mais volume aos seios; a mamo de redução, que retira o excesso de pele e tecidos mamários para deixar os seios mais harmoniosos e a Mastopexia, que elimina a flacidez e dá sustentação às mamas”, detalha Lopez.
Já na remodelação de glúteos é possível retirar células de gordura, normalmente do abdômen, para realizar um enxerto subcutâneo na região glútea. “O procedimento pode aumentar o volume, corrigir imperfeições nas nádegas e melhorar a qualidade da pele no local. A remodelação de glúteos pode ser feita também com a implantação de próteses de silicone para dar um volume maior e alterar o formato do bumbum”.
O cirurgião ainda complementa: é importante sempre passar por avaliação com especialista, realizar todos os exames pedidos pelo médico, e seguir todas as recomendações médicas tanto no pré, como no pós-operatório. “Se a ideia é encarar uma cirurgia plástica, o melhor caminho não começa no bisturi, começa na informação. É preciso compreender o limite entre expectativa e realidade, já que a cirurgia melhora, não transforma você em outra pessoa. Levar referências de fotos ajuda, mas seu corpo tem suas próprias características e somente um bom profissional pode explicar e alinhar o que é possível ou não fazer”.
Ainda, Lopez afirma que é preciso desconfiar de promoções mirabolantes, já que com saúde não se brinca. “Valores muito baixos podem significar economia em equipe, estrutura ou segurança. E aí o barato pode sair bem caro. Recomendo que a paciente analise o local em que será realizada a cirurgia, confira a estrutura e UTI e questione sobre a equipe envolvida. Procedimentos em locais improvisados ou clínicas sem suporte são um risco real, e desnecessário. E ainda: o resultado final depende muito do pós operatório bem feito. Repouso, uso de cinta, drenagem, medicação e acompanhamento são inegociáveis. No fim das contas, cirurgia plástica não é só estética, é decisão médica. Se for bem-feita, com consciência, pode trazer satisfação”, finaliza.
