Muitas mulheres buscam o bumbum perfeito há anos e com a moda das canetas emagrecedoras, esse sonho ficou ainda mais evidente. O emagrecimento também acaba ocasionando a perda de massa magra e, consequentemente, contorno corporal. Uma das regiões mais admiradas por eles, o bumbum, ganha destaque e segundo a médica Gisele Mello e o treinador Fabio Aquino, é possível unir protocolos para alcançar a simetria desejada.
“A combinação de procedimentos injetáveis com musculação específica pode transformar o contorno corporal de forma duradoura. É o que chamamos de harmonização de glúteo definitivo”, protocolo que une bioestimuladores de colágeno, preenchimento com ácido hialurônico corporal e um programa de treinamento de força focado em hipertrofia”, define Gisele.
De acordo com a médica, o erro está em achar que só o consultório ou apenas a academia resolve: é preciso incorporar ambos. “O glúteo é músculo e pele. Se você não tratar os dois, o resultado fica artificial ou some em 6 meses. O bioestimulador age na firmeza e qualidade da pele, tratando celulite e flacidez. Já o preenchimento com AH corporal repõe volume perdido e corrige depressões”.
A segunda parte do tratamento acontece com os treinos de força muscular. “Não adianta injetar e a paciente continuar sedentária. Eu monto um treino com ênfase em glúteo médio, máximo e posterior de coxa. É ele que vai sustentar o volume e dar o aspecto empinado definitivo”, explica Fabio Aquino.
Ele ressalta que são pelo menos 3 treinos de membros inferiores por semana, com progressão de carga. Segundo os especialistas, no consultório são realizadas as sessões com bioestimulador e preenchimento ajustadas de acordo com cada biotipo. Essa fase dura de um a três meses porque a médica estuda cada caso e vai ajustando e moldando o glúteo com todo cuidado e por etapas. Em paralelo, o personal já administra os treinos que se iniciam no primeiro mês e devem apresentar resultados ao fim do sexto mês, na maioria das pacientes. Vale lembrar que as mulheres também são submetidas a uma dieta proteíca que visa melhora nos resultados.
Indicações, prazos e cuidados devem ser seguidos à risca

De acordo com a Dra. Gisele Mello, o protocolo é indicado para mulheres com flacidez pós-gestação, perda de peso, lipodistrofia glútea ou que querem projeção sem corte e sem cicatriz. “É o meio termo entre a prótese e só treinar, com resultado natural, sem tempo de recuperação e com ganho de saúde”, completa.
Quando questionada sobre as contraindicações, a doutora é enfática. “Eu não realizo esse tipo de tratamento em gestantes, lactantes, pacientes com doenças autoimunes descompensadas, infecções ativas na região, histórico de alergias importantes aos componentes do produto, distúrbios de coagulação ou algumas doenças sistêmicas sem controle adequado. Por isso a avaliação médica individualizada é indispensável antes de qualquer aplicação”.
O colágeno estimulado dura até 2 anos. O preenchimento com AH corporal, de 18 a 24 meses. “Mas o músculo construído, se ela mantiver o treino, é definitivo. Por isso chamamos de glúteo definitivo e os resultados, ao realizar uma dieta regrada e todas as recomendações e os treinos começam a aparecer após os primeiros trinta dias de exercícios localizados”, afirma o treinador Aquino.
Não é um “preenchimento imediato” como muitas pessoas imaginam. O resultado costuma ser uma combinação de mais firmeza, melhor contorno, redução da flacidez e um ganho moderado de volume, além de melhora importante na celulite e textura da pele e acontece gradualmente, até chegar ao objetivo final.
“Hoje os melhores resultados vêm justamente da associação estratégica de tratamentos. Dependendo do caso podemos combinar bioestimuladores com ultrassom microfocado, tecnologias de radiofrequência, fios de PDO, protocolos corporais, musculação direcionada, enzimas ou até preenchimentos específicos. Cada paciente tem uma necessidade diferente e o erro é tratar todos os corpos da mesma maneira”, fala a médica.
Sobre os cuidados, normalmente a especialista orienta evitar álcool, anti-inflamatórios e atividades físicas intensas nas 24 a 48 horas anteriores ao procedimento, dependendo da técnica utilizada. Depois da aplicação, pode ocorrer leve edema, sensibilidade, hematomas ou sensação de pressão local por alguns dias, o que é esperado. Em alguns protocolos podem ser solicitadas massagens específicas após o procedimento.
“A recuperação costuma ser muito tranquila. A maioria das pacientes retorna à rotina praticamente no mesmo dia ou no dia seguinte. Exercícios físicos mais intensos normalmente são liberados após 48 horas, dependendo da área tratada e da resposta do organismo”, fala a especialista.
Quanto aos riscos, eles existem como em qualquer procedimento injetável. Os principais são hematomas, edema, assimetrias, formação de nódulos, inflamações e, mais raramente, processos infecciosos ou reações inflamatórias mais importantes. “Por isso a escolha do profissional faz toda a diferença e o acompanhamento da equipe especializada é inegociável. Técnica, profundidade correta, produto adequado e avaliação clínica séria reduzem drasticamente essas complicações”, finaliza Gisele.
