Desde o dia 2 de maio, começaram a valer as novas regras de qualidade e apresentação para a fabricação de presunto no Brasil. As normas foram estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e têm como o objetivo padronizar os presuntos, garantir a segurança e diminuir riscos à saúde.
Conhecido por ser um alimento prático para o dia a dia, por complementar lanches e ter um preço acessível, esse produto pode fazer parte da vida de muitas famílias, inclusive da sua. Entretanto, por mais que o presunto tenha sofrido alterações, o Guia Alimentar para a População Brasileira, criado pelo Ministério da Saúde, recomenda evitar o consumo desse alimento devido aos males que alimentos embutidos nos trazem. Contudo, se você é fã do presunto, é importante saber o que mudou e como essas mudanças impactam na sua vida, como consumidor. Por isso, o AnaMaria Receitas vai te explicar!
O que mudou?
Com a nova regra, o presunto deve ser classificado em quatro tipos: presunto cozido, presunto cozido superior, presunto cozido tenro e presunto de aves. Essas classificações existem porque cada tipo de presunto pode ter diferentes ingredientes em sua composição:
- Presunto cozido: esse é um tipo de presunto mais comum no dia a dia dos brasileiros. Ele é feito com carne de pernil e pode conter carne moída, para preencher o alimento quando ficam buracos em sua forma, esse presunto passa por um processo de maturação em que são adicionados inúmeros aditivos, como os conhecidos nitritos e nitratos, perigosos para nossa saúde. Esse tipo de presunto também não pode conter pele;
- Presunto cozido superior: a diferença entre esse tipo e o anterior é que o cozido superior não tem carne moída em sua composição, entretanto, pode conter pele. Além disso, se mantém os aditivos químicos, sal e condimentos;
- Presunto cozido tenro: a diferença do tenro para o superior é que nesse tipo de presunto, ele deve ser, obrigatoriamente, defumado;
- Presunto cozido de aves: por último, esse tipo de presunto deve ser feito exclusivamente com carne das coxas, sobrecoxas e pernas das aves, sem necessariamente especificar qual ave. Elas devem ser desossadas e moídas com pele. A regra é que deve ter 14% de proteína total na composição.
Outra mudança diz sobre o limite máximo de colágeno presente em presuntos, que deve ser de 24% dos suínos e de 10% para presuntos de aves em relação ao teor de proteína total do produto. Segundo o Mapa, a medida visa manter a qualidade das matérias primas usadas e as características do produto.
Em relação às regras de moagem das carnes usadas como matéria prima, também foram adicionadas modificações. Segundo o Ministério, a carne moída não deve passar de 10% no presunto cozido e 5% no presunto cozido tenro, em relação ao peso total da peça.
Outra alteração prevê a atualização da quantidade mínima de proteína que deve ser 16% de proteína no presunto cozido, 16,5% no cozido superior, 16% no cozido tenro e 14% no de aves. Essa proteína pode ser tanto animal quanto de soja.
Por último, em relação a composição total da quantidade de água do alimento, deve ser no máximo de 4,8% para o presunto cozido, 4,8% para o cozido superior, 4,5% para o cozido tenro e 5,2% para o de ave.
Então o presunto ficou mais saudável?
As mudanças são boas para o consumidor justamente porque você que compra e come presunto vai saber as informações sobre os ingredientes presentes no alimento, além disso as maneiras de produzir estarão mais detalhadas. No entanto, essas novas regras não afetarão diretamente o seu consumo, provavelmente o que mudará, será apenas o preço do embutido.
Para quem não sabe, o presunto não é um alimento saudável, pelo contrário, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) os embutidos estão classificados no grupo 1 de elementos carcinogênicos, ou seja, aumentam o risco de desenvolvimento de câncer. Existem diversas pesquisas, incluindo um estudo dos cientistas da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), que possuem evidências suficientes da ligação do presunto com a doença. Na mesma lista que relaciona essas carnes processadas com a doença, estão incluídos o tabaco, o amianto e a fumaça de óleo diesel.
Por mais que algumas coisas tenham mudado, as substâncias presentes nos embutidos, como a quantidade alta de aditivos químicos e condimentos não foi alterada e são exatamente essas substâncias que são causadoras de efeitos danosos para o nosso organismo.
Ou seja, essas mudanças não deixarão o presunto mais saudável, e se você ainda consome esse tipo de alimento é importante saber dos riscos que ele pode trazer para sua saúde, para que o seu consumo seja reduzido, ou até mesmo eliminado.

Como evitar o consumo do presunto no dia a dia
Agora que ficou bem claro que alimentos como presunto, bacon, salame, peito de peru, mortadela e entre outros, não devem fazer parte do nosso dia a dia, o ideal é cortar esses alimentos do cardápio. Para fazer isso, existe uma maneira de evitá-los, que é justamente substituí-los por alimentos mais saudáveis. Ou seja, ao invés de preparar um sanduíche com presunto e queijo, opte por preparar um sanduíche com frango desfiado e queijo, ou com atum, carne vermelha. Troque o embutido por uma proteína magra e de qualidade.
O interessante é que essas proteínas podem ser preparadas de diversas maneiras, podendo ser grelhadas, cozidas, assadas, temperadas conforme seu gosto. O importante é usar a imaginação e eliminar alimentos nada saudáveis da sua dieta.
E para você que não tem tempo, uma opção é preparar essas carnes e congelá-las para facilitar seu dia a dia. Desse modo, você pode consumir esses alimentos de forma prática e rápida!
Por isso, não deixe de experimentar esse sanduíche cremoso para o seu lanche da tarde ficar mais saboroso…
