Mulheres que passam por histerectomia acreditando que a retirada do útero encerrará os sintomas da tensão pré-menstrual podem se surpreender.
Estudo publicado no Journal of Women’s Health, com 1.200 mulheres pós-histerectomia, apontou que entre 75% e 85% continuam apresentando irritabilidade, ansiedade, enxaqueca, dor mamária e cólicas mensalmente.
A explicação está na atividade ovariana: mesmo sem útero, os ovários seguem produzindo estradiol e progesterona, mantendo as oscilações hormonais responsáveis pelos sintomas.
Segundo a ginecologista Ana Maria Passos, especializada em saúde da mulher 40+, a TPM está ligada às variações hormonais e não ao útero em si.
“Antes da menstruação, há uma queda importante da progesterona, o que desencadeia sintomas como mudanças de humor, irritabilidade e dores. Mesmo sem útero, os ovários continuam produzindo hormônios normalmente”, explica.
Já a retirada dos ovários provoca menopausa cirúrgica, com queda abrupta hormonal e aumento de riscos como osteoporose, que pode crescer até 50%, segundo dados da North American Menopause Society de 2023, além de maior probabilidade de doenças cardiovasculares e declínio cognitivo.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1510, de 27 de fevereiro de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
