Você acorda com a sensação de que um trator passou por cima do seu corpo? Pois saiba que esse cansaço excessivo não é apenas “coisa da idade”. De acordo com um levantamento da Biologix, com base em exames de polissonografia, a apneia do sono atinge níveis alarmantes: 66,8% dos homens e 48,6% das mulheres avaliados apresentam o distúrbio em algum grau. O problema ganha força quando chegamos aos 40 anos, fase em que a maioria das pessoas começa a buscar ajuda médica ao perceber que o rendimento no trabalho e a paciência em casa estão sumindo.
Certamente, o ronco alto é o sinal mais conhecido, mas a condição vai muito além do barulho. O pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor médico da Biologix, alerta que a apneia causa interrupções repetidas na respiração, o que derruba a oxigenação do sangue e fragmenta o sono. Em outras palavras, seu corpo faz um esforço hercúleo para respirar enquanto você deveria estar descansando. Essa sobrecarga aumenta drasticamente o risco de hipertensão, doenças cardiovasculares e problemas metabólicos, transformando uma “noite mal dormida” em um perigo real para o coração.

Por que a apneia do sono é mais comum após os 40 anos?
A ciência mostra que a busca por tratamento atinge o pico entre a quarta e a quinta década de vida. Isso acontece porque, nessa fase, os tecidos da garganta tendem a relaxar mais e o metabolismo muda. Além disso, muitos brasileiros só investigam a apneia do sono quando os sintomas começam a atrapalhar a memória e a disposição diária. Consequentemente, ignorar os sinais pode levar a acidentes de trânsito e erros no trabalho devido à sonolência extrema.
Quando o ronco deixa de ser apenas um barulho incômodo?
Se você ou seu parceiro notam pausas na respiração durante a noite, é hora de ligar o alerta. Além do ronco, sintomas como dor de cabeça ao acordar, irritabilidade e sensação de sufocamento noturno são fortes indícios do distúrbio. Atualmente, o diagnóstico é feito pela polissonografia, um exame que monitora seus parâmetros fisiológicos e pode ser realizado até no conforto da sua casa, facilitando o início do cuidado.
Opções de tratamento para voltar a dormir bem
Felizmente, existem soluções eficazes para controlar a apneia do sono e recuperar a vitalidade. Dependendo da gravidade, o médico pode indicar o uso de aparelhos intraorais ou do CPAP, um dispositivo que envia um fluxo de ar constante para manter as vias aéreas abertas. Portanto, não normalize o cansaço crônico; cuidar do seu sono é, acima de tudo, um ato de amor-próprio e saúde. Para saber mais sobre como melhorar suas noites, confira as diretrizes da Organização Mundial da Saúde.
Resumo: A apneia do sono afeta quase metade das mulheres avaliadas e tem seu pico de diagnóstico aos 40 anos. O distúrbio causa pausas respiratórias que sobrecarregam o coração e geram cansaço extremo. Identificar sintomas como o ronco alto e buscar tratamento com CPAP ou aparelhos específicos é essencial para evitar doenças graves.
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