Superar o hábito de se autodepreciar é um processo que exige consciência, prática e mudança gradual na forma como você se relaciona consigo mesmo. Muitas pessoas desenvolvem um diálogo interno negativo ao longo da vida, influenciado por padrões culturais, familiares e sociais.
Segundo a psicologia, esse comportamento costuma surgir de forma automática e pode afetar autoestima, motivação e bem-estar emocional. A boa notícia é que existem estratégias eficazes para transformar essa voz interna crítica em uma aliada mais equilibrada e compassiva.
Por que nos autodepreciamos com tanta frequência?
A autocrítica excessiva geralmente nasce na infância, quando internalizamos padrões e expectativas transmitidos por cuidadores, professores e pela sociedade. Esses modelos acabam moldando a forma como avaliamos nossas capacidades e erros, criando um “crítico interno” rígido e severo.
De acordo com especialistas, esse padrão pode se ativar automaticamente, mesmo quando sabemos que ele nos faz mal. Por isso, reconhecer o momento em que a autodepreciação surge é o primeiro passo para quebrar o ciclo.

Quais atitudes ajudam a transformar o diálogo interno?
O treino de autocompaixão é uma das ferramentas mais eficazes para substituir pensamentos autodepreciativos por mensagens mais equilibradas. A psicologia recomenda práticas que ajudam a observar, questionar e reformular a forma como falamos conosco.
- Identificar quando a voz interna está sendo injustamente crítica
- Questionar a veracidade e a utilidade desses pensamentos
- Substituir julgamentos rígidos por frases mais gentis e realistas
- Falar consigo como falaria com um amigo querido
Como a atenção plena pode ajudar nesse processo?
A atenção plena permite observar pensamentos negativos sem se identificar com eles. Essa prática reduz o impacto emocional da autocrítica e ajuda a criar espaço para respostas mais conscientes.
Especialistas destacam que a atenção plena facilita perceber quando o crítico interno está exagerando, permitindo interromper o ciclo antes que ele afete o humor ou a autoestima.
No vídeo a seguir, com mais de 7 mil visualizações no Youtube, o psicanalista Carlos Vasconcellos explica como lidar com a autodepreciação:
Por que a autodepreciação afeta mais algumas pessoas?
O contexto social e cultural influencia diretamente a intensidade da autocrítica. Pesquisas indicam que mulheres tendem a ser mais duras consigo mesmas devido a padrões de perfeição, comparação social e expectativas externas reforçadas desde a infância.
Isso não significa que homens não sofram com autodepreciação, mas os gatilhos costumam ser diferentes, ligados a desempenho, produtividade e autonomia emocional.
Superar o hábito de se autodepreciar é um caminho de autoconhecimento e prática diária. Ao desenvolver uma relação mais gentil consigo mesmo, você fortalece sua autoestima, reduz a ansiedade e cria um ambiente interno mais saudável para crescer, errar e evoluir com leveza.








