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Muito além do pezinho: os exames que todo bebê deve fazer ao nascer para evitar sequelas silenciosas

Obstetra explica como testes rápidos no coração, olhos e ouvidos salvam vidas nos primeiros dias e por que um resultado alterado não é motivo para pânico

Lígia Menezes Por Lígia Menezes
09/07/2026
Em Bem-estar e Saúde, Família/Filhos
Como detectar doenças graves em recém-nascidos? Foto: Magnific

Como detectar doenças graves em recém-nascidos? Foto: Magnific

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Os primeiros dias de vida são marcados por uma série de avaliações importantes para verificar a saúde do recém-nascido. Muitos pais conhecem o teste do pezinho, mas ele é apenas um dos exames que fazem parte da chamada triagem neonatal.

Esse conjunto de testes tem como objetivo identificar doenças que, muitas vezes, ainda não apresentam sintomas. Quando descobertas precocemente, várias dessas condições podem ser tratadas antes que provoquem complicações ou sequelas permanentes.

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Os exames são rápidos, seguros e provocam pouco desconforto ao bebê. “Esses testes são considerados procedimentos seguros, não invasivos ou minimamente invasivos, ou seja, não machucam muito, e são de baixíssimo risco”, diz Bianca Borges, profissional da área de obstetrícia da rede AmorSaúde.

Teste do pezinho detecta doenças que ainda não apresentam sintomas

O teste do pezinho é um dos exames mais conhecidos da triagem neonatal e deve ser realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida. A coleta é feita com algumas gotas de sangue retiradas do calcanhar do bebê.

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Além da versão oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), existem exames ampliados disponíveis na rede particular, capazes de identificar um número maior de doenças. Entre as condições que podem ser detectadas estão:

  • hipotireoidismo congênito;
  • fenilcetonúria;
  • alguns tipos de anemia;
  • outras doenças metabólicas e genéticas.

Segundo a especialista, muitas dessas doenças são silenciosas no início da vida, mas respondem melhor ao tratamento quando identificadas precocemente.

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Teste do coraçãozinho ajuda a detectar cardiopatias

Realizado entre 24 e 48 horas após o nascimento, o teste do coraçãozinho mede a quantidade de oxigênio no sangue da mão direita e de um dos pés do bebê. O objetivo é identificar cardiopatias congênitas críticas, que podem exigir cirurgia ou tratamento logo nos primeiros dias de vida.

Segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cerca de um a dois recém-nascidos a cada mil apresentam esse tipo de alteração, e aproximadamente 30% dos casos deixam de ser diagnosticados sem a realização do exame.

Teste da orelhinha avalia a audição

Nesse exame, um pequeno fone é colocado no ouvido do recém-nascido para verificar a resposta aos estímulos sonoros. O procedimento permite identificar alterações auditivas, incluindo a surdez congênita.

Caso o bebê não apresente resposta adequada na maternidade, Bianca explica que o exame deve ser repetido em até 30 dias para confirmar o resultado.

Teste do olhinho verifica alterações que podem comprometer a visão

O teste do olhinho é feito por meio da avaliação do reflexo da luz na retina. Ele pode identificar alterações que impedem a passagem da luz para o interior do olho, como:

  • catarata congênita;
  • glaucoma congênito;
  • retinoblastoma, um tipo de tumor ocular.

Mesmo quando o resultado inicial é normal, a especialista orienta que o exame continue sendo realizado nas consultas pediátricas de rotina, pelo menos duas vezes por ano até os 3 anos de idade, já que algumas alterações podem surgir mais tarde.

Teste da linguinha avalia a movimentação da língua

Disponível na rede particular, o teste da linguinha verifica o freio da língua do recém-nascido. O exame identifica a anquiloglossia, conhecida popularmente como língua presa, condição que pode dificultar a amamentação e, posteriormente, interferir no desenvolvimento da fala.

O que acontece quando um exame apresenta alteração?

Segundo Bianca, um resultado alterado não significa necessariamente que o bebê tenha uma doença. Na triagem neonatal, os exames funcionam como um alerta para que sejam realizadas avaliações mais detalhadas. “O bebê será encaminhado para exames específicos, como análises de sangue, ou para avaliação de geneticistas, cardiopediatras e oftalmologistas, para confirmar ou descartar a doença”, conta.

Dependendo do diagnóstico, o tratamento pode incluir medicamentos, reposição hormonal, fórmulas especiais, colírios ou procedimentos cirúrgicos.

Como detectar doenças graves em recém-nascidos? Foto: Magnific
Como detectar doenças graves em recém-nascidos? Foto: Magnific

Por que esses exames não devem ser adiados?

Deixar de realizar a triagem neonatal pode atrasar o diagnóstico de doenças que evoluem silenciosamente nos primeiros meses de vida. “O maior perigo de pular ou atrasar esses exames é que a imensa maioria das doenças rastreadas é assintomática no início. Ou seja, o bebê parece perfeitamente saudável por semanas ou meses, enquanto a doença está agindo silenciosamente”, alerta Bianca.

A especialista explica que algumas condições detectadas pelo teste do pezinho, como hipotireoidismo congênito e fenilcetonúria, podem causar atraso irreversível no desenvolvimento quando o tratamento não é iniciado precocemente.

Além disso, alterações cardíacas, problemas auditivos e doenças oculares podem provocar sequelas permanentes ou até representar risco à vida se não forem identificados a tempo.

Por isso, cumprir o calendário dos exames neonatais é uma das medidas mais importantes para garantir um início de vida mais saudável e aumentar as chances de tratamento quando necessário.

Resumo:

A triagem neonatal inclui exames como o teste do pezinho, do coraçãozinho, da orelhinha, do olhinho e da linguinha. Esses procedimentos ajudam a identificar doenças ainda sem sintomas, permitindo tratamento precoce e reduzindo o risco de sequelas ou complicações graves.

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Tags: exame do pezinhoexamesrecém-nascidoteste da bochechinhteste do olhinho
Lígia Menezes

Lígia Menezes

Lígia Menezes (@ligiagmenezes) é jornalista, pós-graduada em marketing digital e SEO, casada e mãe de um menininho de 5 anos. Autora de livros infantis, adora viajar e comer. Em AnaMaria atua como editora e gestora. Escreve sobre maternidade, família, comportamento e tudo o que for relacionado!

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