Os homens brasileiros continuam procurando menos os serviços de saúde e adoecendo mais cedo. Dados do Ministério da Saúde mostram que eles vivem, em média, sete anos a menos do que as mulheres, principalmente por questões comportamentais.
Quase 60% não realizam consultas médicas de rotina e cerca de 70% só buscam ajuda quando os sintomas já estão avançados. O resultado é um cenário em que doenças cardiovasculares lideram as causas de morte, seguidas por cânceres evitáveis e transtornos mentais subdiagnosticados.
Para Thais Moreno, cardiologista e Head de Saúde da Starbem, essa realidade está ligada a uma construção cultural que afasta os homens do autocuidado. “Existe uma crença muito forte de que o homem precisa ser invulnerável, produtivo e racional o tempo todo, e isso o afasta do cuidado. Quando eles chegam ao consultório, muitas vezes já é tarde demais”, afirma. Um levantamento da empresa mostra que homens ainda são maioria entre os que resistem a programas de bem-estar, especialmente os voltados à saúde emocional.
Esse comportamento tem impacto direto também no trabalho. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, estresse e depressão já reduzem em até 4% o PIB de países emergentes, e no Brasil os afastamentos por transtornos mentais entre homens crescem mais rápido do que entre mulheres.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1504, de 16 de janeiro de 2025). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
