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Menopausa e osteoporose: saiba como preparar o corpo para envelhecer com força

Entenda a relação entre menopausa e osteoporose e descubra por que os cuidados com a saúde óssea devem começar muito antes dessa fase

Beatriz Cresciulo Por Beatriz Cresciulo
24/06/2026
Em Bem-estar e Saúde
Menopausa e osteoporose. Crédito: Canva

Menopausa e osteoporose. Crédito: Canva

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A relação entre menopausa e osteoporose vai além do envelhecimento natural. A menopausa costuma ser lembrada pelos sintomas provocados pelas mudanças hormonais, como ondas de calor, alterações de humor e insônia. No entanto, existe outro aspecto que merece atenção e, muitas vezes, passa despercebido: a saúde dos ossos. A redução dos hormônios femininos característica dessa fase acelera a perda de massa óssea e aumenta a vulnerabilidade a doenças como a osteopenia e a osteoporose.

Embora esse processo aconteça principalmente após a menopausa, a prevenção começa décadas antes. Segundo a ginecologista Loreta Canivilo, a formação de uma boa reserva de massa óssea durante a infância, a adolescência e o início da vida adulta é um dos principais fatores para proteger os ossos no futuro.

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Construir essa reserva significa chegar à maturidade com uma estrutura óssea mais resistente, capaz de enfrentar melhor as perdas naturais provocadas pelo envelhecimento.

Por que a menopausa afeta os ossos?

A menopausa é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruação e costuma ocorrer entre os 45 e os 55 anos. Antes disso, a mulher passa pelo climatério, período de transição em que os ovários diminuem gradativamente a produção de hormônios.

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Além de sintomas como calor intenso, suor noturno, alterações no ciclo menstrual, redução da libido, secura vaginal, ansiedade e mudanças de humor, essa queda hormonal também interfere diretamente na saúde óssea.

De acordo com Loreta, a redução do estradiol altera o processo natural de renovação dos ossos.

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“A redução dos níveis de estradiol compromete o equilíbrio do processo de remodelação óssea. Com isso, a reabsorção do osso passa a acontecer de forma mais intensa do que a formação de um novo tecido ósseo, tornando os ossos mais frágeis e suscetíveis a fraturas”, explica a ginecologista.

Esse desequilíbrio favorece a perda de densidade mineral óssea e aumenta o risco de desenvolver osteopenia, considerada um estágio inicial da perda de massa óssea, e osteoporose.

O pico de massa óssea faz diferença no futuro

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a proteção contra a osteoporose não começa quando surgem os primeiros sintomas da menopausa.

A infância e a adolescência representam o período mais importante para a formação do chamado pico de massa óssea, que corresponde à maior quantidade de tecido ósseo acumulada ao longo da vida. Após essa fase, o organismo reduz progressivamente sua capacidade de produzir novos ossos, enquanto a perda óssea passa a ocorrer de forma gradual.

Segundo a especialista, quanto maior for essa reserva construída na juventude, menores tendem a ser os impactos provocados pelo envelhecimento.

“A construção de ossos fortes é um investimento para o futuro. Quanto melhor for o pico de massa óssea alcançado na juventude, maior será a reserva disponível para enfrentar as perdas naturais que acontecem com o envelhecimento e, principalmente, após a menopausa”, afirma Loreta.

Menopausa e osteoporose saiba como preparar o corpo para envelhecer com força. Crédito: Canva
Menopausa e osteoporose saiba como preparar o corpo para envelhecer com força. Crédito: Canva

Hábitos que fortalecem a saúde óssea

Os cuidados com os ossos dependem de escolhas feitas ao longo da vida. A prática regular de atividade física é uma das principais aliadas, pois estimula a manutenção da massa óssea e também contribui para fortalecer músculos e melhorar o equilíbrio, fatores importantes para prevenir quedas.

A alimentação também desempenha um papel fundamental. Consumir quantidades adequadas de cálcio e manter níveis suficientes de vitamina D favorece a formação e a manutenção da estrutura óssea. A vitamina D, por sua vez, é produzida principalmente por meio da exposição adequada ao sol.

Esses hábitos, quando incorporados desde cedo, ajudam a criar uma base mais sólida para enfrentar as mudanças naturais da menopausa.

Quando investigar a perda de massa óssea?

Mesmo sem sintomas, a perda de massa óssea pode estar acontecendo. Por isso, o acompanhamento médico é importante, especialmente após a menopausa ou quando existem fatores de risco para osteoporose.

Um dos exames utilizados para avaliar a saúde dos ossos é a densitometria óssea, responsável por medir a densidade mineral óssea e identificar alterações precoces.

A especialista conta que esse exame permite diferenciar quadros de osteopenia e osteoporose, possibilitando que medidas preventivas ou tratamentos sejam iniciados no momento adequado.

A prevenção começa muito antes da menopausa

Esperar a menopausa chegar para começar a cuidar dos ossos pode significar perder uma oportunidade importante de prevenção. A construção de uma boa reserva de massa óssea depende dos hábitos cultivados ao longo da vida e influencia diretamente a qualidade do envelhecimento.

“A saúde óssea não começa na menopausa. Ela é construída ao longo de toda a vida. Quanto mais cedo a mulher adotar hábitos que favoreçam a formação e a preservação dos ossos, maiores serão as chances de envelhecer com autonomia, força e bem-estar”, conclui a especialista.

Resumo:

A queda dos hormônios femininos durante a menopausa acelera a perda de massa óssea, mas a prevenção da osteoporose deve começar muito antes. Alimentação equilibrada, atividade física, vitamina D, cálcio e acompanhamento médico são fundamentais para preservar a saúde dos ossos ao longo da vida.

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Tags: menopausamenopausa e saúdeosteoporose
Beatriz Cresciulo

Beatriz Cresciulo

Beatriz Cresciulo é jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero. Em AnaMaria escreve sobre beleza, moda e bem-estar. Encontra inspiração em viagens, na música e na cultura pop para contar histórias que conectam pessoas e experiências.

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