Depois de meses de especulações e teorias na internet, o caso Madeleine McCann ganhou uma nova atualização. O exame de DNA realizado em Julia Wandelt, a jovem polonesa de 24 anos que dizia ser a menina desaparecida, confirmou que não há qualquer vínculo genético entre ela e a família McCann. A informação foi divulgada pelos investigadores responsáveis pelo caso, encerrando um dos capítulos mais controversos da história.
O fim das suspeitas
Julia Wandelt ganhou notoriedade mundial ao afirmar que tinha “70% de compatibilidade genética” com Madeleine McCann. A declaração gerou enorme repercussão nas redes sociais, reacendendo o interesse público pelo desaparecimento da menina. Entretanto, os exames oficiais provaram que a jovem não é Madeleine.
O caso se tornou ainda mais grave porque Julia está sendo julgada por perseguição aos pais de Madeleine, ocorrida entre 2022 e 2025. Nesse período, ela teria enviado inúmeras mensagens, cartas e telefonemas aos McCann, insistindo na falsa identidade. Em um episódio relatado pelos investigadores, Julia chegou a aparecer no endereço da família e tentar contato direto com a mãe da garota.
Histórico de falsas identidades
As autoridades identificaram que Julia já havia se envolvido em outros episódios semelhantes. Em situações anteriores, ela alegou ser diferentes crianças desaparecidas, sempre com o mesmo argumento: teria perdido a memória da infância.
Especialistas que acompanham o caso acreditam que a jovem possa sofrer de um transtorno dissociativo, condição que pode provocar lapsos de identidade e falhas de lembrança. Apesar disso, os investigadores ressaltam que, no caso específico dos McCann, o comportamento de Julia foi classificado como parte de uma “campanha bem planejada de assédio” contra a família.
Processo judicial e cúmplices
A investigação revelou ainda a participação de Karen Spragg, de 61 anos, apontada como cúmplice e “confidente” de Julia. Ambas foram presas após a comprovação de que orquestraram a série de contatos e perseguições. Segundo o processo, as ações das duas provocaram sofrimento e confusão aos familiares de Madeleine, que continuam sem respostas sobre o desaparecimento da filha.
Relembre o desaparecimento de Madeleine
Madeleine McCann desapareceu em maio de 2007, quando tinha apenas 3 anos, durante uma viagem de férias com os pais para a Praia da Luz, em Portugal. A menina dormia em um quarto do apartamento da família enquanto os pais jantavam em um restaurante próximo. Quando retornaram, ela havia sumido.
Mesmo após 18 anos, o caso continua sem solução definitiva. Diversas linhas de investigação foram abertas ao longo dos anos, incluindo o envolvimento de autoridades portuguesas e britânicas. Até hoje, os McCann aguardam por respostas sobre o que aconteceu à filha.
Resumo: O teste de DNA descartou qualquer ligação entre Julia Wandelt e Madeleine McCann. A polonesa, que chegou a perseguir os pais da menina, é acusada de assédio e enfrenta julgamento. O desaparecimento de Madeleine, ocorrido em 2007, continua sem solução.
Matéria original publicada em Aventuras na História
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