O bullying é uma realidade na vida de muitos estudantes. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, do IBGE, mostram que um em cada quatro alunos já sofreu algum tipo de violência física ou psicológica. Com o avanço das redes sociais, esse cenário ganhou uma nova dimensão, agora muito maior. O cyberbullying amplia o alcance das agressões, que passam a acontecer também fora do ambiente escolar e em qualquer horário.
O que é cyberbullying?
O cyberbullying acontece quando a violência é praticada por meio de plataformas digitais, como redes sociais, aplicativos de mensagem e jogos online. Diferente do bullying tradicional, ele não depende de um espaço físico e pode se repetir continuamente, aumentando o impacto emocional.
Segundo Ludymila Borges Santana, professora de Psicologia do Centro Universitário de Brasília, esse tipo de violência não deve ser visto como algo isolado. “Esse é um fenômeno coletivo, que envolve todo o ambiente. Quando não há intervenção, tende a se repetir e a agravar impactos na saúde mental”, explica.
Sinais que podem passar despercebidos
Nem sempre a criança ou o adolescente fala diretamente sobre o que está acontecendo. Por isso, mudanças no comportamento podem ser um alerta importante. Entre os sinais mais comuns estão isolamento, queda no rendimento escolar, alterações de humor, irritabilidade, ansiedade e resistência em usar redes sociais ou ir à escola.
“Mudanças de comportamento, isolamento e queda no rendimento escolar são sinais importantes de que algo pode não estar bem”, afirma Ludymila. Outros sinais incluem alterações no sono, no apetite, medo repentino e até o uso de roupas para esconder o corpo.
Por que o impacto pode ser maior no ambiente digital
No caso do cyberbullying, a exposição tende a ser mais intensa. As agressões podem ser vistas por um número maior de pessoas e permanecer online por mais tempo. “O cyberbullying não tem pausa. Ele pode acontecer a qualquer momento, o que intensifica o impacto emocional”, alerta a especialista. Esse cenário pode aumentar sentimentos como vergonha, insegurança e isolamento.

Como prevenir dentro de casa
A prevenção começa no diálogo e na presença ativa dos responsáveis. “Mantenha o diálogo aberto. O adolescente precisa se sentir seguro para falar. Escute sem julgamentos e com atenção”, orienta Ludymila. Observar mudanças no comportamento e acompanhar o uso da internet também são atitudes importantes.
O papel da escola na proteção
A escola tem um papel central na construção de um ambiente seguro. “A escola precisa promover uma cultura de respeito, com espaços de escuta e ações contínuas. Não basta agir só quando o problema aparece”, afirma a professora. A prevenção deve ser parte da rotina, não apenas uma resposta a situações já instaladas.
Valores que fazem diferença no dia a dia
Ensinar empatia, respeito e responsabilidade nas relações é um dos caminhos mais eficazes para reduzir casos de violência. A convivência próxima, o incentivo à autonomia e o reconhecimento de conquistas também ajudam a fortalecer a autoestima. “Criar um ambiente seguro, com escuta ativa e sem julgamentos, contribui para a identificação precoce de sinais de sofrimento”, destaca Ludymila.
Resumo:
O cyberbullying é uma forma de violência que acontece no ambiente digital e pode impactar profundamente a saúde emocional de crianças e adolescentes. Identificar sinais precoces e manter diálogo aberto são fundamentais para prevenção.
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Lígia Menezes
Lígia Menezes (@ligiagmenezes) é jornalista, pós-graduada em marketing digital e SEO, casada e mãe de um menininho de 5 anos. Autora de livros infantis, adora viajar e comer. Em AnaMaria atua como editora e gestora. Escreve sobre maternidade, família, comportamento e tudo o que for relacionado!
