Sharenting é o hábito de pais publicarem fotos, vídeos e informações sobre seus filhos nas redes sociais — muitas vezes desde o nascimento. Embora pareça inofensivo, especialistas alertam que essa exposição pode trazer consequências emocionais, psicológicas e até de segurança para as crianças.
Com a vida digital começando cada vez mais cedo, entender os riscos e limites dessa prática é essencial para proteger a privacidade e o bem-estar dos pequenos, que ainda não têm idade para decidir o que desejam compartilhar.
Por que o sharenting pode afetar o desenvolvimento emocional das crianças?
A exposição digital precoce interfere diretamente na construção da identidade e da autoestima. Segundo psicólogos, quando a vida de uma criança é documentada desde muito cedo, ela cresce com a sensação de que seu valor está ligado ao que aparece na tela.
Essa falta de consentimento também impacta a forma como elas se percebem no futuro, já que não tiveram controle sobre o que foi publicado sobre sua intimidade. Para especialistas, o sharenting deve ser tratado como um tema de saúde emocional, e não apenas como um debate moral.

Quais são os principais riscos do sharenting para a segurança?
Os riscos de segurança vão além do emocional. A exposição constante pode tornar crianças alvo de pessoas mal-intencionadas, mesmo quando as fotos não têm conteúdo sensível.
- Imagens podem ser usadas por criminosos ou pedófilos
- Informações pessoais facilitam rastreamento e identificação
- Fotos podem ser copiadas, editadas ou reutilizadas sem controle
- O conteúdo permanece online mesmo após ser apagado
Como o sharenting interfere no direito à privacidade?
O direito à privacidade da criança é frequentemente ignorado quando pais publicam momentos íntimos sem refletir sobre o impacto futuro. Especialistas explicam que, ao crescer, muitas crianças relatam desconforto, vergonha ou sensação de invasão ao descobrir que sua vida inteira está registrada online.
Por isso, é fundamental que os pais reflitam sobre o que realmente precisa ser compartilhado e sobre quem terá acesso a essas imagens.
No vídeo a seguir, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que conta com cerca de 90 mil seguidores no Instagram, você encontra mais detalhes sobre o shareting:
Como reduzir os riscos e praticar um sharenting consciente?
O sharenting consciente envolve estabelecer limites claros e adotar práticas que protejam a privacidade e a segurança dos filhos. Psicólogos recomendam que os pais avaliem cada postagem antes de publicá-la e conversem com as crianças conforme elas crescem, explicando o alcance das redes sociais.
- Evitar publicar fotos frequentes ou que exponham rotinas
- Controlar quem pode ver o conteúdo nas redes
- Evitar mostrar rosto, uniforme escolar ou localização
- Conversar com a criança sobre consentimento digital
Compreender o que é sharenting e seus impactos ajuda a construir uma relação mais saudável entre infância e tecnologia. Ao refletir sobre o que é compartilhado e priorizar a privacidade dos filhos, os pais contribuem para um futuro emocionalmente mais seguro e respeitoso para as crianças.








