Lima Duarte foi o convidado do programa ‘Conversa com Bial’, da TV Globo, na madrugada desta sexta-feira (22).
Durante o bate-papo, além de falar sobre política e o atual governo, ele também opinou sobre a situação da atriz e ex-ministra da Cultura, Regina Duarte.
Na ocasião, o ator revelou que já recebeu convite para se candidatar a Presidência da República, em 1989.
“Após concluir a gravação do último capítulo da novela ‘O Salvador da Pátria’, me levaram para São Paulo, para me encontrar com o Mário Covas na casa dele. Quem dirigiu o carro, um Chevrolet Opala, do aeroporto até a casa do Covas foi o Fernando Henrique Cardoso”, ele contou.
Lima relatou que, ao chegar ao local, foi surpreendido pela novidade:
“Chegando lá, veio a surpresa: me disseram que o candidato perfeito para ser vice do Mário Covas e concorrer à Presidência era eu, ou melhor, o Sassá Mutema, o meu personagem na novela. Eles já tinham articulado tudo”.
O ator disse que já tinham até slogan pronto para a campanha. “Era assim: ‘O sonho não acabou. O sonho tenta o poder. Sassá Mutema é o nosso candidato a vice-presidente'”, contou.
“Na época, a Maitê [Proença] brincou comigo: ‘Vai lá. De repente, o homem morre do coração e você vira presidente”, relembrou.
Duarte afirmou que não aceitou o convite e explicou o motivo. “Nunca vi nenhum ator, ou atriz, entrar para a política e dar certo”, disparou.
Ele ainda comentou sobre o caso de Regina Duarte, que deixou a Secretaria de Cultura do governo Bolsonaro após dois meses na função. “Regina caiu quando entrou”, disse ele.
“Me lembrou a história da Chapeuzinho Vermelho. A Chapeuzinho perdida encontrou com o lobo, se abraçaram, vamos casar, não casou, vamos casar, casou. Eu estava esperando o resultado do casamento, e ele jantou ela”, cmpletou.
Em relação ao atual governo, o ator deixou claro sua insatisfação.
“Essas barbaridades não me assustam mais. Tomar Tubaína? O que é isso, hein? Não dá mais para pensar sobre isso, não dá para responder, não dá para analisar. Eu não quero mais ouvir falar nisso, não quero”.