Em ‘Vale Tudo‘, a Globo chegou a cogitar inserir uma cena em que Vasco (Thiago Martins) e Lucimar (Ingrid Gaigher) embarcariam na onda do “morango do amor”, doce que viralizou nas redes sociais. A ideia era criar um momento leve e divertido entre os personagens, mas a emissora avaliou que o tema já havia perdido o “timing” e decidiu descartar a sequência. Apesar disso, o assunto ganhou força fora da novela e acabou inspirando casais curiosos a levar a moda para o quarto.
E aí surge a dúvida: até que ponto misturar comida no sexo é seguro? A sexóloga Talita Gois explica como transformar esse tipo de experiência em prazer, sem abrir mão da saúde íntima.
O que considerar antes de usar comida no sexo
Explorar os sentidos pode ser estimulante e divertido, mas nem todo alimento é adequado para a prática sexual. Segundo Talita, doces, caldas e frutas açucaradas podem alterar o pH vaginal, favorecendo infecções como a candidíase. Por isso, o ideal é evitar contato direto com a região íntima. Em vez disso, use os alimentos em partes como pescoço, costas, coxas e barriga, onde o risco é bem menor.
Outro ponto de atenção é a temperatura. Nada de aplicar caldas quentes direto na pele! A especialista recomenda sempre testar a sensação em outra parte do corpo antes de envolver a experiência erótica. Assim, você evita queimaduras e mantém a brincadeira prazerosa.
Texturas, aromas e criatividade no prazer
A boa notícia é que inovar com comida no sexo não precisa ser perigoso. Existem alternativas seguras e divertidas, como chantilly, gelo, morangos frescos, melancia gelada ou uvas. Esses alimentos podem ser explorados para criar sensações diferentes e intensificar o erotismo, desde que sejam usados longe das mucosas.
Além disso, o visual e o aroma também têm papel importante na excitação. O “morango do amor” virou febre justamente por reunir estética, sabor e simbolismo romântico, mostrando como a imaginação também é protagonista na vida sexual.
Diálogo e higiene são indispensáveis
Para a experiência ser realmente prazerosa, diálogo é fundamental. Conversar sobre desejos, fantasias e limites antes de experimentar algo novo garante que ambos se sintam confortáveis e respeitados. Como lembra Talita, a fantasia só funciona quando há cumplicidade.
Outro cuidado essencial é a higiene. Lave bem as frutas, tenha toalhas por perto e mantenha o ambiente limpo. Sexo criativo também deve ser saudável e respeitoso, sem abrir espaço para desconfortos ou problemas de saúde.
Por que o “morango do amor” virou símbolo erótico?
O sucesso do doce vai além do sabor. Ele reúne cor vibrante, doçura, apelo visual e uma carga simbólica ligada ao romantismo e à sensualidade. “Nosso desejo não está apenas no toque, mas também na imagem, no cheiro e na expectativa. O ‘morango do amor’ virou um convite lúdico para experimentar novas formas de prazer”, explica a sexóloga.
Mais do que seguir modas passageiras, a especialista destaca que a tendência pode servir como ponto de partida para conversas mais sérias: a importância do autoconhecimento sexual, da informação sobre saúde íntima e dos limites de cada casal.
Resumo: A cena com o “morango do amor” não foi ao ar em ‘Vale Tudo’, mas reacendeu a curiosidade sobre o uso de alimentos no sexo. Especialistas alertam que a prática pode ser prazerosa quando feita com segurança, diálogo e higiene, mas deve evitar contato com a região íntima para não trazer riscos à saúde.
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