The Good Doctor na Netflix tornou-se um dos títulos mais assistidos do gênero médico no streaming, apresentando a rotina intensa de um jovem cirurgião com autismo e síndrome de Savant em um grande hospital.
Criada por David Shore, a série mistura casos clínicos, conflitos éticos e relações humanas, explicando por que continua conquistando novos espectadores mesmo anos após sua estreia.
O que é The Good Doctor e por que a série chama atenção?
Lançada originalmente na TV aberta dos Estados Unidos, The Good Doctor acompanha Shaun Murphy, um médico residente brilhante que enfrenta preconceitos e desafios profissionais por conta de sua condição neurológica. Ao chegar à Netflix, a produção encontrou um público ainda mais amplo, impulsionado pelo consumo sob demanda e pela força das redes sociais.
Além disso, a série se destaca por equilibrar medicina e emoção. Cada episódio apresenta um caso clínico central que funciona como metáfora para dilemas pessoais dos personagens, ou seja, não se trata apenas de diagnósticos, mas de escolhas morais e relações interpessoais. Segundo a CNN, o drama se consolidou como um dos títulos médicos mais populares da última década ao tratar inclusão sem didatismo excessivo.

Qual é a origem de The Good Doctor?
A série é uma adaptação de um drama sul-coreano de mesmo nome, exibido originalmente na Coreia do Sul. A versão americana foi desenvolvida por David Shore, também criador de House, o que explica a familiaridade com debates éticos, tensão hospitalar e personagens complexos.
Por outro lado, The Good Doctor segue um caminho mais otimista que seu “antecessor espiritual”. Enquanto House apostava no sarcasmo, o bom doutor investe em empatia, crescimento pessoal e trabalho em equipe. De acordo com o portal AdoroCinema, essa abordagem mais humana ajudou a série a dialogar com diferentes gerações.
Por que The Good Doctor na Netflix voltou aos holofotes?
A chegada de The Good Doctor na Netflix coincidiu com um aumento do interesse por séries médicas, especialmente após períodos de crise sanitária global. Além disso, o algoritmo da plataforma favoreceu a descoberta do título por novos públicos, que passaram a maratonar temporadas inteiras.
Outro fator relevante é a discussão sobre neurodiversidade. A representação de Shaun Murphy, interpretado por Freddie Highmore, gerou debates sobre inclusão no mercado de trabalho e acessibilidade. Embora especialistas apontem limites na representação, a série abriu espaço para conversas antes restritas ao meio acadêmico, como destacou reportagem do G1.
Elementos que tornam a série marcante
Ao longo das temporadas, alguns aspectos se mantêm como pilares narrativos e ajudam a explicar a longevidade do drama:
- Personagem principal com alto desenvolvimento emocional ao longo da trama.
- Casos médicos inspirados em situações reais, com linguagem acessível.
- Conflitos éticos entre médicos, pacientes e gestores hospitalares.
- Relações afetivas tratadas com sensibilidade, sem idealização excessiva.
- Equilíbrio entre drama pessoal e rotina profissional.
Esses elementos fazem com que The Good Doctor seja comparada a outros sucessos do gênero, como Grey’s Anatomy, disponível em outro catálogo, e New Amsterdam.
The Good Doctor na Netflix ainda vale a pena?
Mesmo após várias temporadas, The Good Doctor na Netflix mantém sua força narrativa ao tratar temas humanos universais sob o olhar da medicina. Ao revisitar a série ou descobri-la pela primeira vez, o espectador encontra um drama acessível, atual e emocionalmente envolvente.
Em um cenário saturado de produções médicas, o bom doutor segue se destacando não apenas pelos casos clínicos, mas pela reflexão constante sobre empatia e convivência com as diferenças. Afinal, até que ponto compreender o outro pode ser o maior desafio — dentro e fora de um hospital?






