No último domingo (8), Bad Bunny entrou para a história ao comandar o intervalo do Super Bowl, o evento de maior audiência da TV americana. Desde o início, o cantor deixou claro que não faria apenas um show musical. Pelo contrário, ele usou o palco mais cobiçado dos Estados Unidos para exaltar a cultura latino-americana, defender identidade e levantar debates políticos. Como resultado, a apresentação incomodou Trump, que classificou o espetáculo como “uma afronta à grandeza da América”.
Logo após o início, ficou evidente que a mensagem ia além do entretenimento. Bad Bunny cantou quase todo o repertório em espanhol, apresentou cenários típicos de Porto Rico e reforçou o orgulho latino em cada detalhe. Além disso, o contexto atual da relação entre EUA, imigração e comunidade latina ajudou a transformar o intervalo no mais político da história do Super Bowl, segundo a imprensa americana.
Bad Bunny transforma o Super Bowl em manifesto cultural
Antes de tudo, o artista abriu o espetáculo com a frase “el espectáculo de medio tiempo del Súper Tazón”, invertendo a lógica habitual de tradução para o inglês. Em seguida, levou o público a uma ambientação porto-riquenha, com trabalhadores rurais, jogos de dominó e cenas do cotidiano da ilha.
Nesse sentido, o discurso em espanhol emocionou. “Você vale mais do que imagina”, disse ele, reforçando autoestima e pertencimento. A mensagem dialoga diretamente com o álbum Debí Tirar Más Fotos, no qual Bad Bunny celebra suas raízes e questiona apagamentos culturais.
Além disso, o cantor levou ao palco a tradicional “casita”, cenário presente em seus shows. Por lá passaram nomes como Cardi B, Karol G, Pedro Pascal e Jessica Alba, todos ligados à cultura latina. Ao mesmo tempo, dançarinas apresentaram o perreo, dança nascida em Porto Rico, criando um paralelo com o funk brasileiro.

Convidados, casamento real e críticas sociais
A apresentação também surpreendeu ao exibir um casamento real, realizado ali mesmo, com direito a bolo e assinatura da certidão por Bad Bunny. Logo depois, Lady Gaga surgiu acompanhada de uma banda de salsa e dançou com o anfitrião, reforçando o clima de celebração.
Em seguida, o cantor apresentou “Nuevayol”, homenagem à Nova York latina, com cenário inspirado nas bodegas e participação de Toñita, figura icônica da comunidade porto-riquenha. Já a entrada de Ricky Martin trouxe um tom mais político, ao interpretar “Lo que le pasó a Hawaii”, música que critica o imperialismo americano.
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Por fim, Bad Bunny apareceu com a bandeira de Porto Rico em azul-claro, símbolo pró-independência, e cantou “El Apagón”, fazendo alusão à crise energética após o furacão Maria. O encerramento definiu “América” como um continente diverso, o que ajudou a explicar a irritação de Trump.
Resumo: Bad Bunny usou o Super Bowl para exaltar a cultura latina e levantar críticas sociais. O show teve convidados, casamento real e referências políticas. A definição ampla de “América” provocou reação de Trump.
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