Após duas décadas como um dos rostos mais conhecidos da teledramaturgia brasileira, Reynaldo Gianecchini decidiu colocar um ponto-final em sua relação contratual com a Globo. A saída, ocorrida em 2021, foi resultado de um processo gradual, marcado por mudanças pessoais, profissionais e também pelo novo modelo adotado pela emissora após a pandemia. Em entrevista ao Terra, o ator refletiu sobre essa virada! Confira:
Sem conflitos
Gianecchini explicou que o encerramento do contrato não foi abrupto nem motivado por conflitos. Ao contrário: aconteceu de forma natural e consensual, no momento em que tanto ele quanto a emissora passavam por transformações importantes.
De um lado, o ator vivia uma fase de revisão de prioridades e desejos artísticos. Do outro, a Globo iniciava um processo de reestruturação financeira, com o fim dos contratos fixos e a adoção do modelo por obra. Segundo ele, o encontro desses dois movimentos tornou a despedida mais fluida.
O afastamento das novelas
Durante a entrevista, Gianecchini revelou que a vontade de se afastar das novelas já vinha sendo amadurecida há algum tempo. Após anos de uma rotina intensa de gravações, ele passou a sentir necessidade de explorar outras linguagens e formatos.
O ator contou que desejava experimentar projetos com ritmos diferentes, mais alinhados ao teatro e às produções para streaming, onde encontrou novas possibilidades de construção de personagens e narrativas. Apesar disso, fez questão de reforçar que mantém admiração pela Globo e não descarta parcerias futuras — apenas não sente mais vontade de retornar à rotina das novelas.
Manoel Carlos
Ao relembrar o começo da carreira na televisão, Gianecchini destacou a importância de Manoel Carlos, autor de Laços de Família (2001). Sem experiência prévia em novelas, ele foi escolhido para um dos papéis centrais da trama graças à insistência do dramaturgo, que acreditou em seu potencial desde o início.
Mais do que uma oportunidade profissional, o autor representou uma figura de acolhimento e aprendizado. Para o ator, Manoel Carlos teve um papel fundamental em sua formação, oferecendo suporte artístico e humano em um momento decisivo da trajetória.
Mesmo ao comentar a morte do autor, ocorrida em janeiro de 2026, Gianecchini ressaltou que prefere falar dele com gratidão, destacando a importância desse encontro para sua vida pessoal e profissional.
Um novo momento
Hoje, com quase 30 anos de carreira, o ator afirma viver uma fase mais consciente e menos acelerada. O foco, segundo ele, está em escolher projetos que façam sentido, respeitem seus limites e permitam novas experiências criativas.
A saída da Globo, longe de representar um rompimento, simboliza o fechamento de um ciclo bem-sucedido e a abertura para caminhos diferentes — com mais autonomia e liberdade artística.
Resumo:
Reynaldo Gianecchini explicou que sua saída da Globo, após 20 anos, foi uma decisão consensual e amadurecida ao longo do tempo. O ator revelou que já não desejava mais fazer novelas e buscava novos formatos de trabalho, além de destacar a importância de Manoel Carlos em sua estreia na televisão. Hoje, ele vive uma fase mais seletiva e aberta a novas experiências profissionais.
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