O cinema brasileiro começou o ano com uma surpresa fora do eixo das grandes franquias. Longe dos super-heróis e das animações infantis, o suspense psicológico A Empregada conquistou o público e se tornou o maior fenômeno de bilheteria do país até agora. Baseado no livro homônimo de Freida McFadden, o longa não apenas lidera o ranking de ingressos vendidos como também virou assunto constante nas redes sociais.
Logo após a estreia, o filme assumiu a primeira colocação e, desde então, não saiu do topo. Segundo dados da Comscore, A Empregada já ultrapassou a marca de 3 milhões de espectadores no Brasil e arrecadou cerca de R$ 68 milhões apenas no mercado nacional. Além disso, manteve a liderança por três semanas consecutivas, mesmo com a chegada de estreias aguardadas, como Zootopia 2.
A Empregada domina as bilheterias brasileiras
No coração desse sucesso está a combinação entre curiosidade e urgência. As reviravoltas da trama estimularam o chamado “boca a boca”, fazendo com que ir ao cinema virasse quase uma corrida contra spoilers. Como resultado, o público lotou as salas para assistir à história de Millie Calloway (Sydney Sweeney), uma jovem marcada por um passado difícil que aceita trabalhar como empregada na mansão de Nina Winchester (Amanda Seyfried).
No entanto, o que parecia uma oportunidade de recomeço se transforma em um jogo psicológico intenso. Nina surge como uma patroa instável e manipuladora, enquanto segredos obscuros vêm à tona. Assim, o suspense cresce de forma constante, mantendo a atenção do espectador até o fim.
Suspense psicológico, estrelas e BookTok

Além da trama envolvente, o elenco ajudou a impulsionar o interesse. De um lado, Sydney Sweeney, ícone da Geração Z; do outro, Amanda Seyfried, atriz consagrada e querida pelo público adulto. Esse encontro de gerações ampliou o alcance do filme. Do mesmo modo, o gênero favorece o engajamento: thrillers domésticos costumam render debates, teorias e indicações espontâneas.
Outro fator decisivo foi a base literária. Antes mesmo da estreia, o livro A Empregada já era um fenômeno no BookTok, com mais de 1 bilhão de visualizações no TikTok. Portanto, o longa chegou aos cinemas com uma audiência fiel e curiosa, pronta para comparar livro e filme.
Livro e filme: o que mudou na adaptação?
Embora preserve a essência da obra de Freida McFadden, a adaptação fez ajustes importantes. O filme acelera o ritmo inicial e antecipa confrontos diretos, enquanto o livro investe mais na tensão cotidiana. Além disso, o desfecho cinematográfico aposta em um impacto visual diferente do epílogo literário, o que dividiu opiniões entre leitores.
Dirigido por Paul Feig e roteirizado por Rebecca Sonnenshine, o longa mostra que o suspense psicológico pode, sim, dominar as bilheterias quando alia boa história, estratégia digital e identificação emocional.
Resumo: A Empregada surpreendeu ao liderar as bilheterias brasileiras longe das grandes franquias. O suspense psicológico conquistou o público com boca a boca intenso e reviravoltas. Elenco forte, base literária popular e adaptação ágil explicam o fenômeno.
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