A atriz Giulia Costa, 25 anos, tomou uma decisão que chamou a atenção do público e da mídia. Filha de Flávia Alessandra, 50, Giulia recusou um papel em que interpretaria uma personagem obesa. Em entrevista ao podcast ‘FatalCast’, ela disse que não seria justo ocupar um espaço que poderia ser destinado a uma atriz que realmente se identifica com a característica.
“Um produtor de elenco veio me convidar para interpretar uma personagem obesa. Eu disse: ‘Não tenho problema nenhum em fazer essa personagem, acho muito legal que vocês estejam trazendo isso para a trama'”, iniciou Giulia.
Mas, ao ler o roteiro, a atriz se deparou com um detalhe que a fez mudar de ideia. “Quando fui ler o texto, a personagem estava em uma academia e dizia: ‘Você está me olhando assim por quê? Só porque eu sou gorda?’.
Giulia explicou que, apesar de não se considerar uma mulher padrão, não se vê como uma mulher gorda. Ela expressou preocupação com a percepção das jovens que poderiam se sentir representadas de forma inadequada ao vê-la nesse papel.
A atriz também ressaltou o impacto que a imagem poderia ter sobre o público. “A menina gorda que está vendo vai pensar: ‘Meu Deus, se ela é a gorda, eu sou o quê?’. Não acho justo com a pessoa”, acrescentou.
Por que a representatividade importa?
A questão da representatividade no audiovisual é um tema cada vez mais discutido. Quando atores interpretam papéis que não correspondem às suas realidades, pode haver uma distorção na forma como diferentes grupos são vistos e compreendidos.
Giulia explicou que, embora não tenha problemas com o tema, não considerou justo representar uma personagem gorda. “Não acho justo com outras jovens que vão me ver representando o papel de uma mulher gorda, sendo que eu não sou gorda. Posso não ser uma mulher padrão, mas me colocar como uma mulher gorda…”, afirmou.
Essa abordagem não apenas enriquece o conteúdo produzido, mas também oferece ao público uma visão mais ampla e inclusiva da sociedade. A representatividade correta pode influenciar positivamente a autoestima e a identidade de espectadores que, muitas vezes, não se veem refletidos nas telas.
Como a família influenciou a decisão de Giulia?
O apoio familiar desempenhou um papel crucial na decisão de Giulia. Na entrevista, ela compartilhou que sua mãe a apoiou completamente. Flávia considerou a decisão da filha corajosa e concordou com sua perspectiva. Esse suporte foi fundamental para que Giulia se sentisse segura em recusar o papel e seguir seus princípios.
Giulia revelou ainda que teve o apoio de sua mãe na decisão. “Falei: ‘Mãe, vou recusar o teste por causa disso’. Ela me respondeu: ‘Filha, acho você muito corajosa e concordo com você'”, concluiu.
Além disso, a atitude de Giulia também pode inspirar outros atores e atrizes a refletirem sobre as escolhas de papéis e a importância de promover uma indústria mais inclusiva e diversa.
Quais os próximos passos para Giulia Costa?
Giulia Costa, que recentemente celebrou seu aniversário de 25 anos, continua a trilhar seu caminho no mundo do entretenimento com uma visão clara de seus valores. Ela compartilhou momentos de suas comemorações em suas redes sociais, mostrando que está cercada de amigos e familiares que a apoiam em suas decisões.
O futuro de Giulia no audiovisual promete ser marcado por escolhas conscientes e pela busca por papéis que ressoem com sua visão de mundo. A atitude da atriz pode abrir portas para discussões mais amplas sobre diversidade e inclusão na indústria do entretenimento.
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