Comecei a assistir Guerreiros do Sol movida pela curiosidade de ver como o universo do cangaço seria retratado. Mas o que encontrei ali foi muito mais do que uma história sobre jagunços ou combates no sertão. A trama, que estreou em 11 de junho no Globoplay, com 45 capítulos liberados semanalmente, é um mergulho profundo nas contradições humanas e nas complexidades de uma época marcada por luta, sobrevivência e paixão.
Produção cinematográfica
Logo nos primeiros episódios, a fotografia chama a atenção. A série tem cara de cinema: os planos abertos, a iluminação estratégica, o uso de drones… Tudo isso constrói uma atmosfera dramática que a gente pouco vê em telenovelas. É como se cada cena fosse pensada para ser sentida — e não apenas assistida.
Mas o que me conquistou de verdade foi o texto. Os diálogos são quase como música. Poéticos, ritmados, lembram os repentes nordestinos. Cada conversa parece coreografada, carregada de emoção e sentido. E é nesse ritmo que a gente se envolve com os protagonistas Rosa (Isadora Cruz) e Josué (Thomás Aquino), dois personagens que carregam em si toda a dureza e a beleza de serem humanos em um mundo onde certo e errado raramente estão separados por uma linha clara.
Aliás, esse talvez seja o maior acerto da série: não há mocinhos e vilões em preto e branco. Cada personagem carrega suas sombras e sua luz, em uma construção que me lembrou, por incrível que pareça, Game of Thrones. A diferença é que, aqui, o cenário é o sertão brasileiro, quente, seco e cheio de histórias pulsantes.
O elenco, recheado de veteranos como José de Abreu, Alexandre Nero, Alinne Moraes e Marcélia Cartaxo, entrega atuações à altura do texto. Ninguém ali está de passagem, todos contribuem para dar peso e verdade à narrativa.
Guerreiros do Sol não é só uma novela sobre o cangaço. É sobre escolhas, sobrevivência e amor em tempos difíceis. E, por isso mesmo, vale cada capítulo.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (8 de agosto). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
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