Coceira intensa, irritação na pele e pequenos parasitas visíveis no corpo do animal costumam ser os primeiros sinais de alerta. Pulgas e carrapatos estão entre os problemas mais comuns na rotina de quem tem pets e exigem atenção imediata. Além do desconforto que causam, esses parasitas representam riscos reais à saúde dos animais e das pessoas que convivem com eles.
Uma vez dentro de casa, pulgas e carrapatos se multiplicam com rapidez e passam a se esconder em frestas, tecidos, estofados, rodapés e áreas externas com grama ou arbustos. Por isso, o controle eficaz envolve sempre duas frentes: o tratamento do animal e a eliminação dos parasitas no ambiente.
Por que eliminar pulgas e carrapatos é tão importante?
Carrapatos e pulgas não provocam apenas coceira. Eles são transmissores de doenças e podem desencadear quadros graves, além de dermatites alérgicas, infecções secundárias e transmissão de vermes. Em filhotes, idosos ou animais com a saúde fragilizada, os impactos costumam ser mais intensos.
Como identificar uma infestação?
No pet, os sinais mais comuns são coceira persistente, vermelhidão, feridas na pele, queda de pelo e a visualização direta do parasita. Já no ambiente, carrapatos tendem a se esconder em locais altos e pouco iluminados, como frestas de paredes, rodapés, tapetes, sofás, tomadas e cantos de móveis.
Em áreas externas, eles costumam ficar no topo da grama, em troncos e arbustos, aguardando a passagem do animal para se fixarem no corpo.
Entender o ciclo do carrapato ajuda no controle
O carrapato passa por quatro fases — ovo, larva, ninfa e adulto — e todas as mudanças de estágio acontecem fora do animal, no ambiente. No pet, ele apenas se alimenta. Isso explica por que tratar apenas o cachorro não resolve o problema. Se o ambiente não for controlado, a reinfestação acontece.
Higienização da casa: passo indispensável
Encontrar carrapatos no animal indica que a casa também está contaminada. A limpeza deve incluir:
- Aplicação de produtos carrapaticidas adequados em pisos e paredes, alcançando até 1,5 a 2 metros de altura;
- Uso de aspirador de pó em frestas, cantos, estofados e rodapés, com descarte e higienização imediata do coletor;
- Lavagem de camas, mantas, almofadas e panos do pet com água quente.
Durante a aplicação dos produtos, animais e pessoas devem ficar fora do ambiente e só retornar após o tempo de secagem indicado pelo fabricante.
Cuidados com quintal e áreas externas
No quintal, manter a grama baixa e o espaço limpo é fundamental. Em seguida, devem ser aplicados produtos carrapaticidas próprios para áreas externas em muros, canis, plantas, vasos, troncos e pedras. O pet só deve ter acesso ao local após o período de segurança recomendado.

Tratamento no pet
O controle eficaz exige o uso de antiparasitários indicados por um médico-veterinário. Entre as opções estão coleiras antiparasitárias, pipetas aplicadas na nuca, medicamentos orais, sprays e shampoos específicos. Cada produto tem ação e duração diferentes, e a escolha deve considerar o perfil do animal e o grau de infestação.
Manter o uso regular de antiparasitários, higienizar o ambiente com frequência e evitar áreas de risco, como terrenos com mato alto, são medidas essenciais. Visitas periódicas ao veterinário ajudam a identificar sinais precoces e ajustar o controle ao longo do ano.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1503, de 9 de janeiro de 2025). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.








