A história que mobilizou moradores da Praia Brava, em Florianópolis, ganhou um novo capítulo triste. Pretinha, cadela que vivia ao lado do cão comunitário Orelha, morreu pouco mais de um mês após a morte do companheiro. Ela estava sob cuidados veterinários e havia sido acolhida por um empresário da região depois da repercussão do caso.
A cadela faleceu na noite de segunda-feira, por volta das 20h30, em decorrência de falência renal. O quadro foi agravado por dirofilariose, doença conhecida como verme do coração, diagnosticada após exames realizados já durante o tratamento.
Resgate após comoção
Orelha havia sido encontrado ferido na praia no início de janeiro e morreu no dia seguinte, após ser levado a uma clínica veterinária. A Polícia Civil identificou um adolescente como autor das agressões, depois de analisar mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança da região e ouvir dezenas de testemunhas.
Com a repercussão do caso, Pretinha foi retirada das ruas e passou a receber cuidados médicos. Foi nesse momento que vieram à tona problemas de saúde que não eram visíveis enquanto ela ainda vivia como animal comunitário.
Em publicação nas redes sociais, o empresário que a acolheu informou que a cadela enfrentava um quadro avançado e silencioso. Segundo ele, houve internação, realização de exames e uso de medicações, mas o organismo não respondeu ao tratamento.
O que é dirofilariose
A dirofilariose é uma doença parasitária transmitida por mosquitos e pode atingir coração e pulmões de cães. Em muitos casos, os sintomas demoram a aparecer, o que dificulta o diagnóstico precoce. Quando identificada em estágio avançado, pode provocar complicações graves, como insuficiência cardíaca e comprometimento renal.
O caso Orelha
De acordo com a Polícia Civil, laudos da perícia indicaram que Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por chute ou objeto rígido. As agressões teriam ocorrido em 4 de janeiro. No dia seguinte, ele foi socorrido por moradores, mas não resistiu.

As investigações incluíram a análise de imagens captadas por 14 equipamentos, oitivas de 24 testemunhas e apuração envolvendo oito adolescentes suspeitos. Com base nas provas reunidas, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário, com pedido de internação do adolescente apontado como responsável.
Mobilização e debate sobre proteção animal
A morte de Orelha provocou manifestações e mobilizou debates sobre maus-tratos e políticas públicas voltadas a animais comunitários. A partida de Pretinha reforçou a discussão sobre a importância de castração, acompanhamento veterinário e medidas preventivas para cães que vivem em áreas públicas.
Para moradores da região, a história dos dois animais ultrapassou os limites da praia onde viviam e se transformou em símbolo da necessidade de responsabilidade coletiva na proteção animal.
Resumo:
Pretinha, cadela que vivia ao lado do cão comunitário Orelha, morreu pouco mais de um mês após o companheiro. Ela estava em tratamento veterinário e teve falência renal agravada por dirofilariose. O caso reacende o debate sobre proteção e saúde de animais comunitários.
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