A demência já figura entre os principais desafios do envelhecimento no país. Dados do Relatório Nacional sobre a Demência, divulgado pelo Ministério da Saúde, indicam que 8,5% dos brasileiros com mais de 60 anos convivem com algum tipo de condição, ou seja, cerca de 1,8 milhão de pessoas.
A projeção é de crescimento acelerado, podendo chegar a 5,7 milhões de diagnósticos até 2050. Estudos da USP e da Organização Mundial da Saúde apontam que quase 60% dos casos estão associados a fatores modificáveis, como sedentarismo, isolamento social, depressão, hipertensão, diabetes e baixa escolaridade, o que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Na prática, porém, o reconhecimento da demência ainda costuma ser tardio. Pesquisas mostram que metade dos idosos hospitalizados apresenta algum grau de comprometimento cognitivo que passa despercebido.
No ambiente familiar, sinais como esquecimentos frequentes, confusão, alterações de humor e dificuldades na rotina diária são, muitas vezes, interpretados como parte natural do envelhecimento, o que aumenta a sobrecarga emocional e física dos cuidadores informais.
“Não é só o idoso que adoece. A família adoece junto quando tenta cuidar sozinha, sem orientação, sem descanso e sem apoio”, afirma Bruno Butenas, fundador da Geração de Saúde.
Segundo especialistas, cerca de 95% dos cuidadores informais de pessoas com demência no Brasil são mulheres, que frequentemente abandonam o trabalho para assumir o cuidado integral. Nesse contexto, o apoio profissional se torna fundamental.
“O cuidador é treinado para lidar com as particularidades da demência, como crises de confusão, resistência a cuidados básicos e mudanças de comportamento, sempre com técnica e empatia”, explica Butenas. Além de garantir segurança ao idoso, o cuidador profissional contribui para a organização da rotina, a prevenção de acidentes e o estímulo cognitivo, oferecendo suporte essencial para preservar a qualidade de vida de toda a família.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1503, de 9 de janeiro de 2025). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.







