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Estrela internacional, Isabela Souza comenta projetos e realizações com apenas 24 anos

Com apenas 24 anos, Isabela Souza foi a primeira brasileira a protagonizar uma série da Disney internacional

Karla Precioso

por Karla Precioso

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Publicado em 10/06/2023, às 08h00

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Isabela Souza é a estrela por trás do fenômeno Bia, da Disney+ - Instagram/@isasouza
Isabela Souza é a estrela por trás do fenômeno Bia, da Disney+ - Instagram/@isasouza

Com apenas 24 anos, a atriz, cantora e compositora Isabela Souza já coleciona inúmeros trabalhos em seu currículo, se tornando, inclusive, a primeira brasileira a protagonizar uma série da Disney internacional: a jovem é a estrela por trás do fenômeno Bia. Uma prova de que a artista não está na caminhada artística a passeio? Ela também já venceu prêmios como Melhor Atriz de TV, no Kids Choice Awards México, e Atriz do Ano, em Lo Más. 

Tem mais! Como cantora, contabiliza mais de 325 mil ouvintes mensais no Spotify e soma mais de 24 milhões de reproduções nas músicas cantadas por ela. Somando dez anos de carreira, Isabela tem outro sonho realizado: viver uma personagem antagonista em nova produção da Disney+. 

Apesar da pouca idade, os projetos e realizações são muitos… A empatia e sororidade também! "É preciso dar fim à pressão de permanecer numa relação a qualquer custo e à ideia de que só se é feliz com alguém ao lado. Isso não é saudável e influencia até na perpetuação de relacionamentos tóxicos”, fala. E ela completa: “Essa competição entre mulheres, incentivada pela sociedade patriarcal em que ainda estamos inseridos, precisa acabar. Cada mulher é única e especial, e isso deve ser sempre lembrado”. Talento e lucidez numa só pessoa!

Confira a entrevista completa:

Como é viver uma personagem antagonista em uma nova produção da Disney+?

Um sonho realizado! Em Bia, Um Mundo do Avesso, eu pude representar a versão vilã da minha personagem Bia, e isso me deixou com ainda mais vontade de viver uma antagonista. Foi um processo muito profundo e divertido, especialmente porque tive como preparadora a Marina Medeiros, que já tinha me preparado para Juacas, série que gravei em 2016. Pudemos estudar as motivações da personagem e criar uma Victoria cheia de nuances e profundidade. Estou ansiosa para compartilhar com o público esse trabalho lindo e acompanhar o amadurecimento da Vic durante toda a trama.

Em decorrência desse trabalho, você ganhou uma legião de fãs e seguidores jovens, se tornando referência para eles. Sente o peso dessa responsabilidade?

Me sinto muito feliz e honrada por ter uma voz de alcance e poder servir como referência para outras pessoas. É uma responsabilidade boa, sabe? Recebo diariamente centenas de mensagens muito carinhosas que me inspiram e motivam. Então, espero continuar entregando um trabalho cada vez melhor e levar uma mensagem de amor, persistência e alegria para as pessoas que me assistirem.

Aliás, como lida com a exposição nas redes sociais e como enxerga o papel de conversar diretamente com um público que, em sua maioria, vive uma fase de descobertas?

É uma honra ter tantas pessoas que me seguem e gostam de acompanhar meu trabalho. Amo ler as mensagens que recebo e sempre tento responder e agradecer esse carinho, mas também reconheço a responsabilidade de transmitir uma boa mensagem através das minhas redes sociais. Afinal, eu também sigo muitas personalidades que me inspiram e me influenciam de diversas formas. Meu desejo é estar cada vez mais próxima do meu público e compartilhar muito mais da minha rotina e sonhos, além de levar a todos sempre muito amor e gratidão.

Como encara as críticas? Já sofreu algum tipo de hate na internet?

Infelizmente, muitas pessoas não têm empatia nem respeito. Normalmente, só recebo amor, mas, como todo artista, infelizmente, já sofri com post descontextualizado que foi se espalhando... Situações assim nos fazem aprender a manejar melhor as redes sociais e procurar a melhor forma de comunicação. Também é fundamental exercitar o autoconhecimento, a paciência e, principalmente, o respeito. Afinal, não podemos agradar a todos ou passar o dia se explicando. Mesmo que não seja justo, é preciso ter a espinha ereta e o coração tranquilo, além de saber quem você é!

Cantar e atuar: situações que mexem muito com o emocional das pessoas. Encara isso como uma missão?

Encaro como missão e propósito de vida. Me emociono quando assisto algo e me encontro naquilo, e meu desejo é que meu trabalho possa causar a mesma conexão e identificação. Dar vida a uma história é algo mágico e especial. Quero me aprofundar cada vez mais em conhecimento e continuar vivendo esse sonho.

Você também é apaixonada por moda e esportes e já trabalhou como modelo. Qual seu lado mais marcante?

Pergunta difícil essa, viu [risos]? Meus amigos sempre dizem que sou muito divertida. Mesmo nos momentos mais complicados e cansativos, tento sempre levar alegria e passar pelas dificuldades da forma mais leve possível. A verdade é que fico muito feliz quando escuto isso das pessoas que convivem comigo, porque, na minha opinião, mais do que qualquer lindo trabalho que possamos fazer, o que fica é a memória que levamos das pessoas que cruzaram nosso caminho...

A série Uma Garota Comum aborda assuntos que precisam ser falados com o público jovem: codependência e comportamento abusivo, além da rivalidade feminina. Acredita que histórias assim reforçam a importância de se discutir e combater questões tão espinhosas como essas?

Com certeza! É preciso dar fim à pressão de permanecer numa relação a qualquer custo e à ideia de que só se é feliz com alguém ao lado. Isso não é saudável e influencia até na perpetuação de relacionamentos tóxicos. Na própria trama, vamos ver como os personagens mudam para melhor depois que se afastam das relações que lhes causam mal. Isso é inspirador e libertador, e nos motiva a sair da zona de conforto até mesmo em nossas relações interpessoais (não somente românticas). Outro tema que precisa ser citado é a sororidade. Essa competição entre mulheres, incentivada pela sociedade patriarcal em que ainda estamos inseridos, precisa acabar. Amo acompanhar o amadurecimento da Vic no decorrer da história e tudo o que ela vai aprender sobre isso.

E você vê resultado positivo nessas discussões hoje em dia?

Sim, muito! Cada mulher é única e especial, e isso deve ser sempre lembrado. Devemos enaltecer umas às outras e aplaudir nossas conquistas e individualidades. Não posso dar spoiler, mas a verdade é que estou muito orgulhosa da minha personagem. Victoria é uma jovem que, apesar dos seus erros, vai gerar bons questionamentos e ter a oportunidade de mostrar camadas distintas numa mesma personalidade.

Audiovisual: ferramenta de entretenimento ou de reflexão?

Ambos! Mesmo sendo uma ferramenta de entretenimento, o audiovisual sempre nos dá a oportunidade de aprender algo, de tirar uma lição ou até mesmo uma única frase que pode mudar nossa história. Isso já aconteceu comigo algumas vezes. Eu me emociono muito facilmente assistindo a filmes e séries, e constantemente anoto sobre alguma cena que assisti e me tocou. Nós somos construídos por aquilo que consumimos. Isso não é maravilhoso?

Você faz parte de algum projeto social?

Já participei de alguns projetos sociais que me marcaram, entre eles a Caravana dos Esportes e das Artes, que é uma ação promovida pela Disney para levar cultura e esporte para crianças que não têm acesso ao cinema, aulas de música, teatro etc. O mais especial é ver como muitas crianças acabam descobrindo seus sonhos e trilhando novos caminhos a partir dessas ações. Pretendo continuar envolvida com movimentos como esse. Outro projeto que tive a honra de participar foi o SOS Pantanal, promovido pelo National Geographic. Participei com o Luan Santana da campanha em mídias sociais em defesa do bioma Pantanal e da cultura pantaneira. É um privilégio ter um alcance que me permite representar causas tão urgentes.

Um sonho? E uma conquista?

Não posso deixar de citar a série Bia como uma grande conquista. Foi realmente algo que me marcou: meu primeiro papel como protagonista, num outro País e gravando em outro idioma… Agora, um sonho: cinema! Nacional e internacional... Tenho muita vontade de viver um personagem como a Peggy Carter, mas a verdade é que me sinto privilegiada por cada história que tenho a honra de representar. Dizem que não é o ator que escolhe o personagem, e sim o personagem que escolhe o ator. Isso é muito especial e um presente para nós, artistas.