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Previna-se: Mitos e verdades sobre câncer de colo de útero

É preciso combater a desinformação sobre o câncer de colo de útero que tem como principal causa o HPV

Karla Precioso

por Karla Precioso

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Publicado em 30/09/2022, às 14h51

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Especialista revela os mitos e verdades sobre o câncer de colo de útero - Pixabay/orzalaga
Especialista revela os mitos e verdades sobre o câncer de colo de útero - Pixabay/orzalaga

O câncer de colo do útero pode ser evitado quando alguns cuidados são colocados em prática, como a vacinação de meninas entre 9 e 14 anos e meninos entre 11 e 14 anos, contra o HPV - doença que ocorre em quase 99% dos casos por causa do papilomavírus humano. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), é estimado que, durante o triênio 2020/2022, hajam 16.590 casos da doença no Brasil ao ano. 

De acordo com Larissa Gomes, oncologista da Oncoclínicas São Paulo, as lesões pré-malignas podem ser diagnosticadas precocemente, evitando o aumento dos casos. “O exame papanicolau, por exemplo, é uma maneira de identificar as lesões antecipadamente. 

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o diagnóstico em estágios mais avançados”, comenta. Mas, mesmo com as mais diversas informações sobre a doença, é preciso ficar de olho quanto às fake news, que podem atrapalhar no entendimento do mal e influenciar negativamente no diagnóstico precoce. 

Por isso, a especialista lista quais são os principais mitos e verdades sobre o tema.

Toda mulher com HPV terá câncer de colo do útero

MITO

Por conta de o HPV promover uma infecção autolimitada, menos de 10% das mulheres irão desenvolver de fato a doença. As pacientes que apresentam algum grau de comprometimento de sua imunidade como, por exemplo, ser portadora do HIV, transplantada ou estar em tratamento que afeta sua defesa, podem facilitar a reprodução do vírus. Por isso, mais uma vez, a vacinação contra o HPV se faz essencial.

O câncer de colo do útero não é prevenível

MITO

Trata-se de uma doença que pode ser prevenida através do rastreamento e diagnóstico precoce com a rotina ginecológica/papanicolau ou com a vacina contra o papilomavírus humano (HPV).

O papanicolau é uma maneira de identificar o câncer de colo do útero

VERDADE

O exame realizado entre os 25 e 64 anos é uma maneira de identificar lesões pré-malignas ou de realizar um diagnóstico precoce, ou seja, em estádio inicial. É importante ressaltar que a rotina ginecológica deve ser realizada mesmo se a mulher já for vacinada.

Os sinais da doença podem demorar para aparecer

VERDADE

Na maioria dos casos, ela é assintomática, mas pode ser possível notar dor na relação sexual ou sangramento ou, ainda, secreção vaginal com odor, quantidade ou aspecto diferente do usual. Quando a doença está avançada, a paciente pode apresentar dores mais intensas em região pélvica, alterações urinárias ou intestinais, perda de peso não justificada, dores nas pernas e costas ou cansaço extremo relacionado à perda sanguínea (anemia).

Sangramento durante a menopausa pode ser um sintoma de câncer de colo do útero

VERDADE

O sintoma deve ser avaliado por um especialista, pois pode ter outras causas relacionadas, sendo o câncer de colo do útero uma delas.

Menos de 10% das mulheres infectadas pelo HPV podem desenvolver câncer de colo do útero

VERDADE

Apesar do HPV nem sempre evoluir para o câncer de colo do útero, é fundamental marcar consultas periodicamente com o ginecologista para acompanhamento.

Quem toma a vacina contra HPV não precisa usar camisinha

MITO

A vacina não protege contra os mais de 150 subtipos do vírus, mas previne contra os tipos 16 e 18, que causam mais de 70% dos casos. É fundamental utilizar preservativos para evitar não só o HPV, mas também outras doenças sexualmente transmissíveis.

Usar preservativos impede a transmissão do HPV

VERDADE

O vírus pode ser transmitido através de outras regiões da genitália, uma vez que também estão expostas durante a relação sexual. É estimado que a camisinha consiga proteger em até 70% o contágio. Vale enfatizar que o uso de preservativos pode evitar outras doenças sexualmente transmissíveis, por isso seu uso é fundamental. Novamente: a vacinação contra o HPV é capaz de proteger contra lesões pré-malignas e neoplasias de colo uterino, vulva, vagina, ânus, cabeça e pescoço.