Nos primeiros dias após o nascimento, muitas mães convivem com uma dúvida que surge especialmente durante a madrugada: afinal, acordar o bebê para mamar é mesmo necessário? A questão, embora comum, não tem uma resposta única. Segundo a especialista em sono infantil e amamentação Bruna Ramos, criadora do perfil @obebe_chegou, a decisão depende de fatores como idade do bebê, ganho de peso e condições de saúde.
Logo após o nascimento, as maternidades costumam orientar que os recém-nascidos sejam acordados para mamar regularmente. Isso acontece porque, nesse início, o organismo do bebê ainda se adapta à vida fora do útero. Por isso, garantir uma oferta frequente de leite ajuda a evitar quadros como a hipoglicemia e favorece uma nutrição adequada.
Acordar o bebê para mamar nos primeiros dias de vida
De acordo com Bruna, a recomendação mais comum é acordar o recém-nascido a cada três horas, tanto de dia quanto à noite. Em situações específicas, como prematuridade, baixo peso ao nascer ou alterações glicêmicas, o intervalo pode ser menor, chegando a duas horas, sempre com acompanhamento médico.
No entanto, esse cuidado costuma ser temporário. Após a primeira consulta com o pediatra, muitos bebês já demonstram sinais claros de que estão se alimentando bem. “Quando o bebê ganha peso, apresenta boa hidratação — com pelo menos seis xixis por dia após o sexto dia de vida — e evacua diariamente no primeiro mês, geralmente não há necessidade de manter a prática de acordar durante a madrugada”, explica a especialista.
Ainda assim, muitas mães seguem despertando o bebê por insegurança. Bruna alerta que o excesso de zelo pode atrapalhar o descanso materno. “Com informação adequada, a família entende que, em vários casos, pode aproveitar esse período para dormir mais”, afirma.

Sinais de fome ajudam a decidir durante a madrugada
Observar o comportamento do bebê faz toda a diferença, especialmente à noite. Em vez de seguir apenas o relógio, vale prestar atenção aos sinais de fome. Movimentos de sucção, mãos na boca, lábios se mexendo, inquietação no berço ou o despertar espontâneo indicam que o bebê pode querer mamar.
Por outro lado, durante o dia, a estratégia muda. Boas mamadas diurnas ajudam a garantir o aporte necessário de nutrientes e, além disso, contribuem para um sono noturno mais tranquilo. Assim, oferecer o peito com regularidade ao longo do dia faz parte do cuidado com o descanso noturno.
Como acordar o bebê?
Quando acordar o bebê se faz necessário, a orientação é usar estímulos suaves, como conversar baixinho, pegar no colo, fazer carinho no rosto ou nos pés e retirar um pouco da roupa. Dessa forma, o despertar acontece com menos estresse.
No fim das contas, entender quando acordar o bebê para mamar é necessário — e quando não é — reduz a ansiedade materna e ajuda a construir uma rotina mais leve para toda a família.
Resumo: A necessidade de acordar o bebê para mamar varia conforme idade, ganho de peso e saúde. Nos primeiros dias, a prática é comum e recomendada. Com o desenvolvimento adequado, muitos bebês podem dormir mais à noite. Avaliação individual e orientação profissional fazem toda a diferença.
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