Os filhos de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso foram vítimas de racismo, no último sábado (30), em um clube de praia em Portugal. Desde então, a repercussão do caso foi tão grande que até o presidente do país se pronunciou a respeito nesta segunda-feira (1º).
Em uma nota publicada no site oficial do governo português, Marcelo Rebelo de Sousa condenou a situação. Ele iniciou o comunicado dizendo que “qualquer comportamento racista ou xenófobo é condenável e intolerável, e deve ser devidamente punido”.
Em seguida, afirmou que existem setores racistas e xenófobos entre os portugueses, mas que são uma minoria e não devem representar a sociedade do país como um todo.
“O comportamento da sociedade portuguesa é, em regra, respeitador dos direitos fundamentais e da dignidade da pessoa humana. O mesmo se dirá, especificamente, quanto às comunidades dos países irmãos de língua portuguesa, que têm vindo a aumentar a sua presença entre nós e são motivo de gratidão e de orgulho para Portugal”, afirmou.
O chefe de Estado ainda declarou que não existem “portugueses puros”, já que o país é miscigenado.
“Somos todos transmigrantes, todos temos familiares e amigos que vivem ou viveram fora do quadro geográfico físico de um país; tal como tantos que aqui encontram uma melhor vida. E Todos somos Portugal”, finalizou.
O comunicado não citou diretamente o casal de brasileiros, mas Rebelo de Sousa já havia falado sobre o caso em uma entrevista ao jornal O Globo. “Todo ato de racismo ou xenofobia é condenável e intolerável. Isso é o básico em uma democracia. É inadmissível”, disse.
O ato de racismo ocorreu no restaurante Clássico Beach Club, na Costa da Caparica, enquanto Titi e Bless, filhos de Giovanna e Bruno, brincavam na praia. Bruno disse que viu o gerente do estabelecimento pedir para a mulher se retirar, mas ela negou e proferiu ofensas como “pretos imundos”, “voltem para a África”, “voltem para o Brasil” e “Portugal não é lugar para vocês”.