MC Binn – novo nome artístico do antigo MC Bin Laden, participou do ‘Encontro‘ desta segunda-feira (15). Além de comentar sua participação no BBB 24, o cantor se emocionou durante o bate-papo com Patrícia Poeta ao relembrar o quadro de depressão.
“Passei por uma fase muito difícil na minha vida (…) Tive um episódio que tentei tirar minha própria vida“, iniciou o ex-participante do reality. Adotado aos 18 anos, ele detalhou o papel de sua mãe foi no enfrentamento da doença: “Acho que se eu não fosse minha mãe eu nem estaria mais aqui”.
Binn, que estendeu o discurso à tia, continuou: “A primeira coisa que minha mãe falou pra mim foi: ‘Independente do que a gente passar, do que a gente estiver vivendo, eu vou estar junto com você, eu nunca vou largar a sua mão’. Então, quando eu fui adotado, era um momento que eu vivia sozinho”.
O ex-BBB chorou em meio ao relato, que também emocionou Patrícia Poeta: “As duas exalam amor. A gente tava comentando, sua vida é rica em acontecimento. Tanta coisa difícil e você aqui assim é muito bacana. Por isso queria muito conversar com elas”. A tia e a mãe do cantor estavam na plateia. Veja:
Binn fala sobre depressão no #Encontro pic.twitter.com/wAQefO0MK3
— WWLBD ✌🏻 (@whatwouldlbdo) April 15, 2024
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A DOENÇA
A depressão é uma doença psiquiátrica caracterizada pela potencialização de sentimentos negativos. Tristeza, desânimo, baixa autoestima, e alteração da libido são alguns dos sintomais mais comuns. Além disso, o distúrbio está diretamente ligado às tendências suicidas.
De acordo com a última pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), 5,8% da população brasileira sofre de depressão, o equivalente a 11,7 milhões de brasileiros. O número coloca o país no topo do ranking entre os mais afetados pela doença.
Cuba (5,5%), Barbados (5,4%), Paraguai (5,2%), Bahamas (5,2%), Uruguai (5%) e Chile (5%), completam a pesquisa. A nível continental, apenas os Estados Unidos, com 5,9% da população afetada, está na frente do Brasil.
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MAIS SINTOMAS
- Tristeza persistente: sentimento de tristeza, vazio ou desesperança que persiste por semanas ou meses;
- Perda de interesse ou prazer: redução no interesse em atividades que costumavam ser agradáveis, como hobbies, trabalho, relacionamentos e até mesmo sexo;
- Mudanças no sono: insônia (dificuldade para dormir) ou hipersonia (dormir demais);
- Fadiga: cansaço extremo ou falta de energia, mesmo após o descanso;
- Mudanças no apetite ou peso: perda ou ganho significativo de peso sem estar em dieta, ou mudanças no apetite;
- Dificuldade de concentração: dificuldade em se concentrar, tomar decisões ou lembrar-se de coisas;
- Sentimentos de inutilidade ou culpa: sentimentos de inutilidade, autocondenação ou culpa excessiva, mesmo por pequenas falhas;
- Pensamentos suicidas: Pensamentos recorrentes sobre morte, suicídio ou autolesão;
- Agitação ou retardo psicomotor: Sentir-se agitado, inquieto ou, ao contrário, movimentos e fala mais lentos que o habitual;
- Sintomas físicos: Dores crônicas, dores de cabeça, problemas digestivos ou outros sintomas físicos sem causa médica aparente.
Por outro lado, é importante reforçar que estes sinais, de maneira isolada ou ocasional, não é uma garantia do diagnóstico de depressão. Por isso, no caso de dúvidas, caso os sintomas permaneçam, é recomendado buscar atendimento profissional.