Silvia Poppovic contou que o marido, o médico Marcello Bronstein, descobriu estar com leucemia em setembro do ano passado. De acordo com a apresentadora, em vídeo publicado em suas redes sociais no último domingo (3), eles tentaram o tratamento tradicional – quimioterapia – que não resolveu.
“Por isso, a partir dessa semana, eu interno com ele no hospital para fazer um transplante de medula. Nós estamos muito esperançosos. Sei que estamos em um hospital de ponta com esse tipo de tratamento, os médicos são excepcionais”, contou.
Ela explicou ainda que a filha única do casal, Ana, de 22 anos, será a doadora de medula para o pai. “Um caminho difícil, mas temos esperança de que será salvador! Nossa filha, Ana, muito generosa, foi a doadora; felizmente compatível!!! Por esse motivo, estarei um pouco mais distante de vocês por aqui! Espero que não por muito tempo”, ressaltou ela.
Ela continuou: “Precisava contar isso para vocês, porque está sendo um momento de passagem, em que preciso ter força e ser solidária ao meu companheiro de vida, que ele, sim, está tendo que enfrentar o mais difícil. Queria que vocês soubessem disso, torcessem, rezassem. As boas energias vão certamente chegar à minha família e precisamos muito disso agora”, finalizou. Ela e Marcello estão juntos há 32 anos.
ENTENDA O PROBLEMA
Dos tipos de câncer do sangue, este é o mais conhecido. “Trata-se de uma doença que acomete a medula óssea”, explica Carla Maria Boquimpani, hematologista do Centro de Excelência Oncológica do Grupo Oncoclínicas do Rio de Janeiro.
A medula produz os componentes do sangue, entre eles, os glóbulos brancos, que combatem as infecções. A leucemia se configura quando esses glóbulos deixam de proteger o organismo e passam a produzir as chamadas células neoplásicas, que são cancerígenas.
PRINCIPAIS SINTOMAS
Leucemia aguda: fraqueza, sangramento, vômito.
Leucemia crônica: pode permanecer assintomática durante muito tempo. Mas cansaço e perda de peso sem motivo aparente podem ser sinais do problema.
TRATAMENTOS INDICADOS
Leucemia mieloide ou linfoide aguda: entre as possibilidades estão quimioterapia, transfusão de sangue, transplantes de medula ou radioterapia.
Leucemia linfoide crônica: quando necessário, pode ser venoso ou oral. “Caso contrário, o paciente pode continuar só em acompanhamento médico”, analisa Carla.
Leucemia mieloide crônica: medicamento oral com prescrição de comprimidos.
FATORES DE RISCO
São bem amplos. A mieloide apresenta o risco Sokal, que avalia a possibilidade da doença pelo tamanho do baço, idade, número de plaquetas.
A linfoide apresenta alteração molecular em exames de sangue e isso pode ser usado como fator de risco. “Todo paciente com histórico de câncer na família tem maiores chances de desenvolver a doença”, avisa Carla.
COMO SE PREVENIR
Uma eficaz forma de prevenção é o diagnóstico precoce por meio de exames periódicos anuais, especialmente o hemograma.