Há 13 anos, Rafael Mascarenhas, aos 18 anos, foi tragicamente atropelado enquanto andava de skate. Sua mãe, Cissa Guimarães, optou por redefinir sua realidade, encarando a morte dele de uma maneira diferente. Em vez de enfatizar a perda, ela escolhe destacar o tempo precioso que teve com ele.
Em seu programa chamado Sem Censura, ela compartilhou: “Eu criei uma realidade para mim. Eu não perdi o meu filho. Eu só ganhei. O tempo todo”. Cissa Guimarães expressou gratidão pelos 18 anos que teve com Rafael e reconhece a transformação que ele trouxe à sua vida.
Apesar dessa perspectiva positiva em lidar com as coisas atualmente, Cissa Guimarães garante que isso não diminui a intensidade da sua dor. Ela reconhece que a perda de seu filho é a “pior dor do mundo”, mas encontra força na jornada que ele a ajudou a percorrer.
“É a pior dor do mundo. Mas eu acho que ele me fez… A pessoa que sou hoje. Eu não gosto da palavra ‘superação’, porque nunca vou superar. Assim como nunca vou ser 100% feliz. Dou gargalhada, vou a luta com todas as forças para ser 80%, 70% feliz, o que me couber ainda aqui no coração”.
E concluiu: “Claro que tem dias que do nada vem saudade imensa, dor. Mas a benção de ter esse filho, e dessa pessoa que ele me transformou… Eu dei a vida a uma pessoa e ele me transformou na pessoa que sou hoje”.
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O Trágico Evento e suas Consequências
O acidente ocorreu em 2010, quando Rafael Mascarenhas estava andando de skate no Túnel Acústico, no Rio de Janeiro. Rafael de Souza Bussamra, dirigindo o carro naquela noite, atingiu o jovem skatista em alta velocidade. O filho de Cissa Guimarães não resistiu aos ferimentos.
Em sua defesa, Bussamra alegou não ter percebido que o túnel estava fechado. Ele afirmou que seu carro estava emparelhado com o de um colega, dificultando sua capacidade de parar a tempo.
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