Com a chegada dos dias mais quentes, muitas famílias buscam alternativas simples para aliviar o calor dentro de casa. As piscinas infláveis e de montar acabam surgindo como solução prática para quem não tem acesso fácil a clubes, praias ou piscinas fixas. Apesar de parecerem inofensivas, esses modelos exigem cuidados específicos, sobretudo quando há crianças envolvidas.
Especialistas alertam que o risco de acidentes existe mesmo em estruturas pequenas e com pouca quantidade de água, o que torna indispensável a atenção constante dos responsáveis.
Piscina inflável também oferece risco de afogamento
Segundo orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria, crianças podem ter contato com piscinas a partir dos seis meses de idade, desde que haja supervisão contínua. Ainda assim, é fundamental respeitar também a faixa etária indicada pelo fabricante de cada modelo.
“Piscinas infláveis não são inofensivas e devem ser tratadas como ambientes de risco para afogamento, com supervisão atenta, barreiras de proteção e álcool zero”, afirma Tânia Zamataro, pediatra do Departamento Científico de Enfrentamento às Causas Externas da Sociedade Brasileira de Pediatria.
A médica reforça que a profundidade não elimina o perigo. “Crianças nunca devem ser deixadas sozinhas, nem mesmo se a quantidade de água for pequena, uma vez que podem se afogar em 3 a 5 centímetros de água”, alerta.

Supervisão ativa faz toda a diferença
Um dos pontos mais enfatizados pelos especialistas é a chamada supervisão ativa. Isso significa que o adulto precisa estar atento o tempo todo, com os olhos voltados para a criança, sem distrações como celular, televisão ou tarefas domésticas.
Boias, espaguetes, coletes infláveis ou outros acessórios não substituem essa vigilância. Para crianças menores de 5 anos ou que ainda não saibam nadar, a recomendação é que o responsável permaneça sempre a uma distância máxima de um braço.
Ambiente ao redor também merece atenção
A segurança não se limita apenas ao interior da piscina. O entorno precisa estar preparado para evitar quedas e ferimentos. O piso deve ser antiderrapante e livre de pedras, brinquedos duros ou objetos pontiagudos que possam causar machucados.
Além disso, é importante orientar as crianças sobre comportamentos seguros. Brincadeiras como empurrões, disputas para ver quem fica mais tempo submerso ou saltos improvisados aumentam o risco de acidentes e devem ser evitadas.
Consumo de álcool e distrações elevam o perigo
Outro alerta importante diz respeito aos adultos responsáveis. O consumo de bebidas alcoólicas reduz a capacidade de atenção e reação, o que pode ser decisivo em situações de emergência. Por isso, a recomendação é clara: álcool zero durante a supervisão das crianças.
Planejar o momento do uso da piscina, escolher horários mais tranquilos e garantir que sempre haja um adulto disponível exclusivamente para essa função são atitudes simples que ajudam a reduzir riscos.
Escolha do modelo e uso consciente
Piscinas infláveis e de montar estão disponíveis em diversos tamanhos, desde modelos pequenos, com poucos litros de água, até versões maiores, que comportam várias crianças. Independentemente do tamanho, todas exigem os mesmos cuidados básicos.
Antes da compra, vale verificar a capacidade, a faixa etária indicada, a qualidade do material e se o local escolhido para a montagem oferece espaço seguro e nivelado.
Resumo:
Piscinas infláveis são alternativas comuns no verão, mas exigem cuidados rigorosos. A supervisão ativa, o respeito à idade indicada, a atenção ao entorno e a ausência de álcool são medidas fundamentais para reduzir o risco de acidentes e garantir momentos de lazer mais seguros para as crianças.







