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Início Entrevista

Juliana Alves: “Jamais faria algo que pudesse prejudicar outra mulher – sororidade é essencial”

Aos 43 anos, Juliana Alves fala sobre o novo trabalho na TV, a relação com a filha, os desafios da inclusão racial e o compromisso com as outras mulheres

Lígia Menezes Por Lígia Menezes
17/01/2026
Em Entrevista
Juliana Alves. Foto: Jordan Vilas

Juliana Alves. Foto: Jordan Vilas

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Por Renan Pereira e Lígia Menezes

De volta às novelas em mais uma trama de Aguinaldo Silva, Três Graças, Juliana Alves interpreta Alaíde, uma personagem bem distante de sua realidade. “Ela é preguiçosa, não gosta de trabalhar, não é atenciosa com o filho. Muito diferente de mim”, resume. A distância entre a ficção e a vida se amplia ainda mais quando o assunto é maternidade: Juliana é mãe de uma menina de oito anos, Yolanda, e defende a importância de ensinar limites. “Quero que ela aprenda que a vida não está aqui para satisfazer nossas vontades imediatas”, diz.

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A atriz também compartilha sua visão sobre diversidade e os bastidores da representatividade. “A diversidade é lucrativa e as empresas perceberam isso. Mas às vezes, o discurso vem mais pelo marketing do que pela mudança real”, observa.

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Entre trabalho, samba, maternidade e escolhas conscientes, Juliana encara cada fase com firmeza e consistência. “Jamais faria algo que pudesse prejudicar outra mulher – sororidade é essencial”, completa.

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Você volta às tramas de Aguinaldo Silva na personagem Alaíde. Você já disse em entrevista que não se parece com ela. Pode nos falar sobre suas inspirações para criar a personagem?
Para mim, foi um convite muito afetuoso, uma chance de fazer uma novela muito importante. Eu achava que precisava tirar férias, e então veio o convite. O diretor, Luiz Henrique Rios, fez um convite muito carinhoso, dizendo: ‘Olha, é um personagem que eu não posso te dizer ainda o que vai acontecer com ele’. Era um núcleo novo, não estava estruturado na sinopse.

Fiquei muito lisonjeada, porque já conhecia o trabalho do Luiz, mas nunca tinha trabalhado com ele. Fazer uma novela é se jogar ao desconhecido, porque você tem uma noção do núcleo e do conflito, mas o desenvolvimento a gente desconhece. Por outro lado, eu já tinha feito uma novela do Aguinaldo Silva, Duas Caras, que me fez aceitar o convite. Foi uma novela superimportante, com um personagem marcante. Primeiro, pela oportunidade de trabalhar com o Luiz e, segundo, por ser uma trama do Aguinaldo, um autor de grandes sucessos. É sempre interessante para uma atriz fazer parte disso. É uma oportunidade de se desafiar e crescer.

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E você chegou a ter contato com o Aguinaldo, conversar com ele?

Não, não tive essa oportunidade. Quando estava terminando a novela, já tinha assinado contrato para um longa-metragem, que me ocupou bastante na pré-produção da novela. Por isso, não participei de todos os eventos, e o Aguinaldo estava em um deles.

Não sou de ficar ligando para o autor ou mandando mensagem; acho importante manter um distanciamento saudável. Sei que, se tiver algo a dizer, terei liberdade de contato, mas, por enquanto, deixo que ele escreva a novela. Tive um breve encontro com ele, trocamos poucas palavras, e ele comentou que a Alaíde ainda vai se soltar mais. É um núcleo muito interessante e uma forma de trabalhar diferente do que eu já fiz antes.

Juliana Alves. Foto: Jordan Vilas
Juliana Alves. Foto: Jordan Vilas

Você já disse que não tem nada a ver com essa personagem. O que da sua personalidade você empresta para ela?

O que emprestei foi o corpo, a voz, a dedicação e a atenção. A Alaíde é uma folgada, preguiçosa, não colaborativa, não gosta de trabalhar, não é atenciosa com o filho. Muito diferente de mim. Achei engraçado que, quando perguntei sobre ela para minha filha, ela disse: ‘Mamãe, ela é completamente diferente de você’. E é mesmo. Mas acho importante trazer nuances (fragilidades, inseguranças),  porque todos os personagens têm.

Apesar da casca que ela mostra, a Alaíde quer agradar a mãe e busca aprovação. Essas fragilidades são o que empresto a ela. Fora isso, somos bem diferentes: acredito em parceria, colaboração, gosto de trabalhar, de estar informada. Tenho me divertido muito com essa diferença.

Você prefere trabalhar com humor ou drama?
Não sou uma atriz cômica, mas me disponibilizo para atuações cômicas. A comicidade vem da situação, e é importante entender isso. Está sendo muito prazeroso trabalhar com esse núcleo, com atores incríveis e uma troca maravilhosa. E o Davi, que faz meu filho, é um menino incrível.

Você já disse que “fortalece sua filha ao mostrar para ela que nem sempre aquilo que ela deseja vai se realizar”. Pode nos falar mais sobre isso? Como é essa forma de ensinar limites?

Eu fui criada dessa maneira pela minha mãe. Ela era extremamente amorosa e afetuosa, mas com limites bem definidos. E sempre me preparando para um mundo que não está aqui para satisfazer nossas vontades imediatas. Muitas vezes, precisamos batalhar muito para conseguir algo que para outra pessoa pode ter sido diferente. Muitas vezes, não conseguimos realizar certos desejos. E precisamos saber quanto de energia vamos dedicar a isso, sem deixar que o que não aconteceu roube nossa energia e atenção.

Também é importante valorizar o que temos ao nosso alcance. Quero que minha filha se sinta fortalecida para sonhar, realizar, planejar, e entenda que tem capacidade e ferramentas para conquistar o que deseja.

Então, eu a deixo sonhar muito. Quando ela fala algo, eu a apoio e converso sobre seus desejos. Mas sempre trago para ela a compreensão de que as coisas não são fáceis, nem sempre acontecem como gostaríamos, mas há formas de viver bem assim. E, principalmente para uma criança, isso se aprende no dia a dia, nas ações cotidianas.

Minha filha, naturalmente, tem hoje uma tendência a ter muito mais do que eu tive. Minha mãe deu o melhor que pôde, mas o melhor que pôde nem sempre foi tudo que eu desejava, por limitações financeiras e de tempo.

Ela trabalhava muito, então cresci tendo o básico, mas com a consciência de que não podia ter certas coisas. E agora, comigo, percebo que tenho a tendência de querer dar tudo o que posso para minha filha.

Isso, às vezes, pode gerar uma falsa ilusão nela, de que pode ter tudo o que quiser. Então, no dia a dia, trabalhamos o “não” em relação a horários, tarefas que ela precisa cumprir e, às vezes, a brinquedos que acaba de ganhar e já quer outro.

São desejos exagerados, modismos. Eu digo ‘não’, não porque não possa comprar, mas porque preciso que ela entenda qual é seu desejo real e o que é apenas a moda do momento.

Já com oito anos, percebo essa pressão para ter tudo que os amigos têm, e quero que ela experimente o “não ter”, porque isso é importante. E, sem ser milionária, é possível ensinar isso.

Sabemos que no futuro temos despesas como mensalidade escolar, aulas, remédios, plano de saúde. Por isso, gosto de manter os pés no chão e passo essa consciência para ela. Temos um diálogo muito bom.

Às vezes ela reclama, chora, sofre, e eu explico que a vida nos ensina aos poucos a lidar com o que não temos.

Houve algo especial que você lembrou e falou para si mesma: “Eu não posso (ou não vou) ter isso”?

Cara, foram muitos brinquedos. Muitos brinquedos que desejei. Estudava em escola pública, mas minha mãe fez esforço para eu fazer escola de dança particular. Lembro que ela dizia: “Vocês precisam entender que a realidade de vocês não é a mesma das colegas da dança”.

Aquilo me incomodava muito, porque achava que minha mãe estava me colocando para baixo naquele grupo.

Com o tempo, entendi. Elas viajavam para Disney, tinham os melhores brinquedos e roupas. A convivência fazia eu desejar estar naquele grupo. Minha mãe repetia isso: que vivíamos uma outra realidade.

Convivemos próximos do que desejamos e não podemos ter, como tantas crianças brasileiras hoje. Com a internet, isso é uma loucura: você vê tudo, sem precisar estar perto fisicamente. Isso antes só acontecia com comerciais de TV. Então, aprendi muito sobre limites, disciplina e respeitar os outros. 

Apesar de você ser pé no chão, você é uma superestrela do nosso país. Como sua filha lida com isso?
Como não me sinto uma superestrela, não passo isso para ela. Ela começou a entender melhor quando me viu em um programa infantil. Ela me viu com um figurino exuberante, uma maquiagem incrível de bruxa. Ali, se encantou e passou a admirar meu trabalho.

Antes, não entendia por que as pessoas pediam fotos comigo. Agora, entende a admiração pelo trabalho, não a fama pela fama.

Tomo muito cuidado com isso, de não entrar nesse lugar de deslumbre. E, quando estou com ela, priorizo nosso tempo. Tento equilibrar dar atenção ao público e estar com minha filha.

Ela é muito pé no chão, e quero que continue assim. Agora diz que quer ser diretora e atriz, mas explico: é uma carreira que exige estudo, paciência e dedicação. Não é fácil. Ela está nessa fase de observação e curiosidade. Tem oito anos.”

Também gostaríamos de saber sobre sua relação com sua mãe e a dela como avó!
A Yolanda já era desejada pela minha mãe antes mesmo de eu desejar ser mãe. Ela é uma avó apaixonada, muito dedicada. Às vezes tento filtrar os conselhos dela, porque a sabedoria é imensa, mas nem sempre cabe na minha realidade.

Hoje, minha mãe é uma avó mais madura. Já tem quatro netas e entende melhor o papel da avó. É uma relação de muito carinho e afeto. A Yolanda é apaixonada pela avó, quer estar sempre com ela, cuidando, curtindo o colinho. É lindo de ver.”

Você está na TV há muitos anos e viu o olhar sobre a inclusão racial mudar. Pode nos falar sobre isso?

Sempre fui muito questionadora, mas de forma construtiva. Vivi a escassez de personagens e oportunidades e hoje vejo uma melhora, mas ainda existem muitas barreiras.

A diversidade é lucrativa, e as empresas perceberam isso. Às vezes, o discurso vem mais pelo marketing do que pela mudança real.

Recentemente, vivi uma situação: ia a uma festa da novela com uma marca que desistiu de me vestir em cima da hora, alegando que eu ‘não era interessante’. Eu tenho um corpo comum, de uma mulher brasileira comum. Essa situação que vivi  mostra como o padrão ainda impera, mesmo em um país que se diz diverso.

Por isso, não faço marketing da minha militância. Faço as coisas de verdade. Não quero ser símbolo de nada, quero ver mudanças consistentes.

Ainda há um longo caminho, mas sigo atenta e grata pelas oportunidades que tenho.

No último ano, você voltou para a Unidos da Tijuca e até surgiu um boato de que iria substituir a cantora Lexa. Pode nos falar sobre isso?

Eu não substituí a Lexa. Isso foi uma fake news que se espalhou. Ano passado, eu já vinha à frente da escola, muito antes de sabermos da gravidez dela. Voltei a convite do presidente, porque a comunidade pedia muito a minha presença na escola.

Tivemos uma conversa muito franca sobre isso. Sabíamos que minha volta poderia gerar expectativas equivocadas, mas deixei claro que não estava ali para ocupar o lugar de ninguém. Durante meu reinado, passei anos ouvindo comentários sobre rivalidade e disputa de posto, e não queria reproduzir isso. Jamais faria algo que pudesse prejudicar outra mulher – sororidade é essencial.

A escola teve um gesto muito honroso, permitindo que a bateria desfilasse, pela primeira vez, sem rainha de bateria, em respeito à Lexa. Eu vim à frente da escola, como sempre foi planejado, independentemente da situação dela. Minha presença era pela escola, pelo bairro, pela comunidade, e não por qualquer disputa pessoal.

O Carnaval é uma celebração da comunidade. Não seria justo personalizar o desfile ou transformar uma questão pessoal em destaque. Meu foco era e sempre será a escola, a música, o samba, a energia da comunidade, o enredo e o resgate da escola.

Muitas interpretações equivocadas surgiram na imprensa e nas redes sociais, mas, desde o início, deixei claro que jamais abrangeria qualquer polêmica pessoal. Eu queria apenas vivenciar o momento, estar com a comunidade, celebrar o samba e apoiar o enredo, que é muito especial para mim. No próximo ano, será sobre Carolina Maria de Jesus, uma mulher negra que transformou uma vida difícil em arte, e tenho certeza que será muito especial.

Então, para 2026, continuarei participando da escola, mas não estou em nenhum posto definido ainda, pois ainda não conversei com o carnavalesco sobre como será meu desfile. A escola tem uma nova rainha de bateria, e eu sigo fazendo o que me propus: estar presente, contribuir e celebrar a Unidos da Tijuca e sua comunidade. Este desfile será especial e inspirador, e estou muito animada para participar de todo o processo a partir de dezembro, nos ensaios e na preparação do Carnaval.

 

Tags: entrevistaJuliana Alves
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Lígia Menezes (@ligiagmenezes) é jornalista, pós-graduada em marketing digital e SEO, casada e mãe de um menininho de 3 anos. Autora de livros infantis, adora viajar e comer. Em AnaMaria atua como editora e gestora. Escreve sobre maternidade, família, comportamento e tudo o que for relacionado!

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