A cantora Taylor Swift celebra 35 anos nesta sexta-feira (13) e, ao contrário da crença popular, essa não poderia ser uma data de mais sorte para ela — volte alguns anos e a veja desenhando o número em suas mãos e braços antes de qualquer show.
Além do aniversário, a loirinha tem mais o que comemorar: este ano, ela se consagrou como a única artista mais ouvida do ano duas vezes, segundo o Spotify. Sua turnê, a The Eras Tour, que se encerrou no último domingo (8) depois de dois anos, foi confirmada pelo jornal The New York Times como a mais rentável da história.
Não dá para negar que, de uns anos para cá, Taylor Swift se tornou uma das gigantes da indústria musical. Com bastante frequência, seu nome está sempre relacionado aos termos “única” e “primeira”. No começo de 2024, se tornou a única artista a conquistar o Grammy de Álbum do Ano quatro vezes, além dos outros 10 gramofones que a primeira artista a virar uma bilionária apenas com a venda de músicas tem em casa.
Primeira a ser eleita a mulher da década pela Billboard, os recordes não param. Porém, há 18 anos trabalhando com música, a trajetória de Taylor Swift nem sempre foi assim. Gente como a gente, ela também chegou ao patamar que se encontra hoje a trancos e barrancos
Quando Taylor Swift começou sua carreira?
Nascida em Reading, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, Taylor Swift se mudou aos 13 anos para Nashville, no Tennessee, para seguir carreira na música country. Aos 14, a cantora se tornou a artista mais jovem a fechar um contrato de composição com a Sony Music.
No ano seguinte, lançou seu primeiro CD, o ‘Taylor Swift’, aos 16 anos, em 2006. Se tem uma coisa pela qual Taylor é conhecida, é por escrever as próprias letras e, no primeiro álbum, a história não foi diferente: escreveu e coescreveu todas as canções do disco, que vendeu mais de 67 mil cópias na primeira semana.
O segundo álbum de estúdio de Taylor Swift, ‘Fearless’, foi lançado em 2008 e a rendeu nada menos que oito indicações ao Grammy, das quais ganhou quatro, incluindo a de Álbum do Ano, tornando-se a artista mais nova a realizar o feito, um recorde que, hoje, quem carrega é Billie Eilish.
As polêmicas
Ao longo de tantos anos, é claro que Taylor Swift não ficaria longe de polêmicas. Como ela mesma diz: “Eu não amo o drama, ele é que me ama”. Uma das brigas mais conhecidas da indústria, por exemplo, é sua tumultuada relação com o rapper Kanye West, que começou em 2009, quando ele a interrompeu enquanto fazia um discurso de aceitação no MTV VMAs.
West afirmou que Beyoncé deveria ter vencido o prêmio em questão. Desde então, a relação entre os dois esteve repleta de altos e, principalmente, baixos. Em 2016, lançou ‘Famous’, na qual menciona Taylor de forma ofensiva. Ele alegou ter recebido permissão da cantora, o que Swift negou.
A ex-esposa do Kanye, Kim Kardashian, divulgou uma gravação editada de uma conversa telefônica entre os artistas. Mais tarde, em 2020, foi comprovado que a gravação havia sido manipulada. Do lado de Taylor, há várias especulações de quais músicas seriam dedicadas ao ex-casal. A mais recente é ‘thanK you aIMee’, do seu último álbum, ‘The Tortured Poets Department’, na qual as letras em destaque formam o nome Kim.
Por que Taylor Swift está regravando seus álbuns?
Em sua primeira gravadora, a Big Machine Records, Taylor produziu seis álbuns: “Taylor Swift” (2006), “Fearless” (2008), “Speak Now” (2010), “Red” (2012), “1989″ (2014) e “Reputation” (2017). Depois que o contrato acabou, em 2019, ela trocou de casa, e as letras e melodias continuaram em sua posse, mas as gravações, não.
A obra de Taylor Swift, avaliada em 300 milhões de dólares, foi vendida no mesmo ano à empresa de Scooter Braun, empresário de nomes como Ariana Grande e Justin Bieber. No entanto, as desavenças entre os dois não deixaram que isso fosse apenas um procedimento comum da insústria. “Estão vendendo meu legado para alguém que um dia tentou destruí-lo”, ela disse, nas redes sociais.
A artista anunciou, então, que regravaria todos os trabalhos que estivessem em posse de Braun. Dito e feito: entre 2019 e novembro de 2021, foram lançados três projetos originais – “Lover” (2019), “Folklore” (2020) e “Evermore” (2020) – e duas regravações, que são chamadas de Taylor’s Version. Em 2023, relançou ‘1989’.
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