A pena de morte nos Estados Unidos é um dos temas mais polêmicos do sistema judiciário. Em casos envolvendo crimes violentos, a sentença máxima pode ser aplicada. E agora, Luigi Mangione pode enfrentar essa realidade.
O jovem Luigi Mangione, de 26 anos, foi acusado de matar o CEO da UnitedHealthcare. O crime aconteceu em dezembro de 2024 e chocou o mundo pela brutalidade. A pena de morte está sendo considerada pelas autoridades.
O anúncio da possível sentença aconteceu nesta terça-feira (01), quando a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, deu o aval para que promotores federais busquem a pena máxima contra Luigi. O caso se tornou um dos mais comentados do país.
Crime que chocou os EUA
Em dezembro de 2024, Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare, foi morto a tiros em frente a um hotel em Manhattan, onde a empresa realizava uma conferência com investidores. Luigi Mangione foi apontado como responsável pelo crime. Testemunhas relataram o momento em que o executivo foi atingido e caiu no chão, enquanto o atirador fugia a pé.
A fuga foi rápida e planejada. Mangione correu até uma bicicleta e pedalou em direção ao Central Park. A polícia iniciou uma caçada ao suspeito, que terminou seis dias depois. Luigi foi encontrado em um McDonald’s na cidade de Altoona, Pensilvânia, após ser reconhecido por um funcionário. No momento da prisão, a polícia encontrou um revólver, um silenciador e uma identidade falsa com o acusado.
Luigi Mangione se declarou inocente de todas as acusações na Justiça estadual de Nova York. Além do processo estadual, ele enfrenta acusações federais que podem levá-lo à pena de morte, já que a legislação federal permite a aplicação da sentença máxima, mesmo em estados que não adotam a pena capital.
A defesa de Luigi Mangione
Durante as audiências judiciais, a defesa de Mangione apontou falhas graves no procedimento de prisão. A advogada Karen Agnifilo afirmou que a abordagem da polícia foi inadequada e que houve irregularidades na revista do acusado. A defesa insiste na inocência de Luigi e argumenta que as provas são insuficientes para comprovar o crime.
Em uma declaração oficial, Pamela Bondi classificou o assassinato de Brian Thompson como “premeditado e a sangue frio”. Segundo ela, o crime “chocou a América” e reflete a urgência de uma postura mais rígida contra a violência. A procuradora-geral orientou o procurador-geral interino dos EUA, Matthew Podolsky, a buscar a pena de morte no julgamento federal.
Caçador de CEO?
Desde sua prisão, Luigi Mangione passou a ser uma figura controversa nas redes sociais. Jovem, bonito e com corpo definido, ele ganhou simpatizantes que o apelidaram de “caçador de CEO”. Bonés e camisetas com o rosto do acusado se tornaram populares, fazendo dele uma espécie de Robin Hood moderno. No entanto, o jovem vem de uma família rica e é considerado um gênio da tecnologia, formado pela Penn State University.
Mesmo com a repercussão nas redes sociais, autoridades e familiares da vítima condenam a romantização da figura de Mangione. Para eles, a justiça deve prevalecer e as consequências do crime precisam ser aplicadas de forma rigorosa.
Até o momento, não há provas que liguem o estado de saúde de Mangione, que sofria de dores crônicas nas costas, ao assassinato. A UnitedHealthcare, presidida por Thompson, afirmou que o acusado não era cliente da seguradora, o que descarta um possível vínculo direto entre os dois.
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