O Carnaval é sinônimo de alegria, encontros e ruas cheias. No entanto, junto com a festa, cresce a preocupação com o assédio no Carnaval e outras situações de risco, especialmente em blocos e eventos lotados. Por isso, preparar-se vai além de escolher a fantasia certa: envolve atenção, posicionamento e informação.
Infelizmente, nos dias de folia, muitas mulheres enfrentam toques indesejados, abordagens invasivas e até agressões físicas. Ainda assim, especialistas reforçam que é possível reduzir riscos com estratégias práticas e acessíveis. A atleta e campeã mundial de jiu-jítsu Carina Santi defende que a prevenção começa antes do problema aparecer. “O jiu-jítsu não é sobre brigar, é sobre ocupar espaços com consciência e saber sair de situações de risco”, afirma.
Em situações de risco, a informação certa faz toda a diferença. A boa notícia é que a defesa pessoal não depende de força física, mas de técnica, atenção e atitude.
Olhar atento e antena ligada!
Em primeiro lugar, manter a consciência situacional ajuda a identificar riscos com antecedência. Observe quem se aproxima repetidamente, note mudanças no ambiente e perceba quando amigos se afastam. Além disso, evite distrações excessivas, como ficar longos períodos no celular, pois isso reduz a percepção ao redor.
Outro ponto essencial envolve o uso da voz. Diante de um comportamento invasivo, falar alto, impor limites claros e pedir ajuda costuma afastar o agressor. O corpo também comunica. Dar passos para trás, manter distância e buscar áreas iluminadas e movimentadas são cuidados simples, mas muito eficientes.

Defesa pessoal como ferramenta de autonomia feminina
A defesa pessoal baseada no jiu-jítsu é uma aliada segura em situações reais. Agarrões por trás, tentativas de imobilização e quedas são mais comuns do que golpes. O jiu-jítsu prioriza a modalidade, alavancas, posicionamento e estratégia.
Carina explica que técnicas simples, como quebrar empunhaduras, criar espaço com o quadril e se afastar rapidamente, garantem tempo para buscar ajuda ou sair do local. Dessa forma, mulheres menores ou mais leves conseguem se defender de agressores fisicamente maiores.
Além do aspecto físico, o treino fortalece a autoconfiança. Com o tempo, praticantes aprendem a impor limites, confiar na intuição e lidar melhor com situações de pressão. Assim, a segurança deixa de ser apenas reação e passa a fazer parte da postura diária.
Curta a festa com consciência – e liberdade
Pensar no Carnaval 2026 é também refletir sobre como ocupar espaços com mais liberdade. Planejar trajetos, combinar pontos de encontro e andar em grupo, sempre que possível, são cuidados essenciais. Ainda mais importante é entender que ninguém precisa “aguentar” desconfortos para aproveitar a folia.
Para Carina, aprender defesa pessoal representa autonomia. “Defesa pessoal não é violência, é liberdade. É entrar e sair de ambientes com segurança, não com medo”, resume. Portanto, informação, atenção e preparo caminham juntos para transformar a experiência carnavalesca.
Resumo: O assédio no Carnaval ainda preocupa muitas mulheres, mas atitudes preventivas ajudam a reduzir riscos. A defesa pessoal, especialmente o jiu-jítsu, ensina técnicas eficazes e acessíveis. No Carnaval 2026, consciência, voz ativa e planejamento reforçam a liberdade de curtir com segurança.
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